Pelo menos 254 pessoas morreram e outras 570 pessoas ficaram feridas após o terremoto de magnitude 7,4 atingir a Colômbia na segunda-feira (10/08). Devido à magnitude dos danos, cinco capitais colombianas permanecem em alerta vermelho, conforme a Associação Colombiana das Cidades Capitais (Asocapitales). Os números ainda estão sujeitos à atualização enquanto as Avaliações de Danos e Necessidades no local avançam.
Segundo a associação, Cali registrou 95 mortes; Pereira, 73; Quibdó,14; e Manizales, 5. Nessas capitais, 165 prédios também desabaram, enquanto as buscas e os trabalhos de resgate continuam.
Em uma carta publicada pela ONU nesta terça, o Secretário-Geral das Nações Unidas , António Guterres, expressou seu pesar pela atual situação do país, e “estendeu condolências às famílias das vítimas e deseja uma recuperação rápida e completa a todos os afetados”.
O Ministério de Transportes da Colômbia confirmou que três aeroportos voltaram a operar normalmente, incluindo os voos comerciais.
No entanto, o Ministério destacou que em Pereira, Buenaventura, Cartago e Manizales, estão recebendo apenas voos de ajudas humanitárias ou governamentais, restringindo as operações comerciais.
As Forças Militares relataram o envio de aeronaves da Força Aeroespacial Colombiana (FAC) para mobilizar socorristas do Exército Nacional para as áreas mais afetadas, que são Quibdó, Armênia, Pereira, Manizales e Cali. São mais de 180 soldados trabalhando na busca por sobreviventes sob os escombros, em coordenação com a Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres e autoridades locais.
Em Cali, região com o maior saldo de vítimas fatais, o presidente recém eleito Abelardo de la Espriella, confirmou que a ação prioritária do Estado será nas buscas. “O que mais nos preocupa são as 188 pessoas desaparecidas”, disse. Para isso, ele garantiu que já há 228 socorristas na área, além de equipes especializadas caninas, com o objetivo de rastrear os desaparecidos sob os escombros.
En Cali, nuestra prioridad son las familias afectadas y las personas desaparecidas que ha dejado esta tragedia natural.
Desde el Gobierno Nacional, en articulación con las autoridades departamentales y locales, trabajamos sin descanso en la atención de los heridos, la búsqueda… pic.twitter.com/WFGLM3ofCm
— Abelardo De La Espriella (@ABDELAESPRIELLA) August 11, 2026
De acordo com autoridades locais, após o terremoto houve registro de saques e distúrbios da ordem em diferentes partes da cidade. Para conter essa situação, o prefeito de Cali, Alejandro Eder, decretou toque de recolher às 22h de segunda-feira até às 8h desta terça-feira (11/09), pelo horário de Brasília, ordenando a militarização das áreas mais afetadas.
Estamos escuchando a las familias afectadas y actuando para protegerlas.
Ante las amenazas de saqueos, hemos tomado la decisión de militarizar Cali. Ya hay tropas recorriendo la ciudad para proteger a los ciudadanos y sus bienes, y contamos con ingenieros de las Fuerzas… pic.twitter.com/Is9NZ9Byxt
— Alejandro Eder (@alejoeder) August 11, 2026
O partido político colombiano Pacto Histórico, do ex-presidente Gustavo Petro, informou que sua sede em Bogotá servirá como centro de coleta, cujos recursos serão destinados à população afetada pelos fortes tremores.
“O Pacto Histórico decidiu participar ativamente de uma campanha nacional de solidariedade com as populações afetadas, em coordenação com autoridades nacionais e territoriais e agências de gestão de riscos”, afirmou a organização política em comunicado.
Os fundos, de acordo com a sigla, serão destinados à Cruz Vermelha Colombiana para contribuir com o “cuidado humanitário” e o “acompanhamento das vítimas”, além de disponibilizar o suporte técnico e operacional às autoridades nacionais e territoriais, agências humanitárias e instituições de emergência.
O Pacto Histórico solicitou ao governo da Colômbia, recentemente assumido pelo presidente ultradireitista Abelardo de la Espriella, informações públicas e atualizadas sobre a crise humanitária. O partido pede para saber as reais necessidades dos territórios, as medidas tomadas, os recursos alocados e o progresso da assistência para coordenar a entrega da ajuda. Ao mesmo tempo, o organismo pede unidade nacional e rejeita qualquer uso político da tragédia.
“É hora de unidade, solidariedade e força”, destaca. “A prioridade absoluta deve ser salvar o maior número possível de vidas, cuidar das famílias afetadas e garantir que a ajuda chegue aos territórios de forma rápida e eficaz”.
El @PactoCol expresa su solidaridad con las familias y comunidades afectadas por el terremoto y se suma a las acciones de apoyo y atención humanitaria.
Colombia nos necesita unidos: unidad, solidaridad y fortaleza. Primero la vida. pic.twitter.com/WJ4iuy7SpZ
— Pacto Histórico Oficial (@PactoCol) August 10, 2026
Terremoto de magnitude 7,4
A Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales) confirmou na segunda-feira que o terremoto que atingiu a região oeste do país resultou, ao todo, em 169 mortes e 668 pessoas feridas. De acordo com o relatório oficial emitido pelo governo colombiano, a infraestrutura residencial também sofreu impactos severos, com cerca de cinco mil casas danificadas ou completamente destruídas. Além disso, o sistema regional de saúde foi severamente comprometido, com três hospitais fora de serviço e outros 18 afetados.
A avaliação técnica relatou danos graves à rede de serviços essenciais e instituições comunitárias, abrangendo 18 centros de saúde, 52 centros educacionais, 17 instalações comunitárias e 18 trechos da rede viária com danos materiais.
O sistema de transporte aéreo também foi prejudicado porque seis terminais aéreos tiveram as suas infraestruturas danificadas, ficando fora de serviço comercial, enquanto um aeroporto adicional sofreu danos em sua estrutura física e pista.
(*) Com Telesur



