Traficante do PCC ligado a ‘André do Rap’ é preso no Guarujá (SP)

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A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (27), Wellington Araújo de Jesus, conhecido como “Gordinho”, em Vicente de Carvalho, no Guarujá, litoral de São Paulo. Ele foi condenado por tráfico de drogas, além de ser apontado como membro do PCC (Primeiro Comando da Capital) e ligado ao traficante André do Rap.

Essa é a segunda prisão de homens apontados como ligados ao líder da organização ciminosa em três dias.

A prisão foi realizada por policiais da 2ª Deic (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes da Divisão Especializada de Investigações Criminais) do Deinter 6 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6), de Santos.

“Gordinho” era procurado pela Justiça após condenação definitiva por tráfico de drogas, expedida pela 5ª Vara Federal de Santos, determinando pena de oito anos e nove meses de reclusão em regime fechado.

Também havia um segundo mandado em aberto contra ele, de dois anos, sete meses e 15 dias de prisão em regime fechado, pelo uso de documento público falso, conforme processo da 3ª Vara Criminal de Guarujá.

O homem foi localizado pelos agentes durante investigação sobre a atuação do PCC na Baixada Santista.

Ele foi abordado enquanto dirigia um Fiat Palio, por volta das 12h30, pela avenida Osvaldo Aranha. Além da prisão, foram apreendidos um celular Xiaomi e documentos com anotações de nomes e valores.

Após o cumprimento dos mandados, o procurado permaneceu à disposição da Justiça.

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Prisões anteriores

Wellington também foi alvo da Operação Oversea, deflagrada pela Polícia Federal em 2014, por suspeita de participação em atividades relacionadas à estrutura comandada por André do Rap.

A decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região aponta a existência de interceptações que demonstraram sua proximidade com o traficante e sua participação na logística de carregamentos de drogas destinados ao exterior.

Em 2021, Gordinho já havia sido preso no Guarujá, apontado como braço direito de André do Rap e possível responsável pela colocação de drogas em navios no Porto de Santos.

Na época, ele foi abordado por policiais enquanto pilotava uma moto e apresentou uma carteira de habilitação em nome de outra pessoa.

Dois presos ligados a André do Rap

No fim da tarde desta terça-feira (25), em Santos (SP), Leandro Teixeira de Andrade, conhecido como “Portuga” ou “Benfica”, também foi preso pela Polícia Civil por condenação por tráfico de drogas e ligação com o narcotraficante André do Rap.

As investigações para localizá-lo também foram realizadas no âmbito de apurações sobre a atuação do crime organizado na Baixada Santista. Segundo a Polícia Civil, Portuga é conhecido nos meios policiais e mantinha relações de confiança com traficantes da região, além de possuir ligação com André do Rap no processo em que foi condenado, decorrente das operações Hulk e Oversea.

Ainda conforme a investigação, antes de se tornar procurado, Portuga exercia influência sobre pontos de venda de drogas no Morro do Jabaquara e na região do Rádio Clube. Com a condenação, teria passado a arrendar pontos de tráfico e a adotar medidas para dificultar sua localização. Informações reunidas pelos investigadores indicavam ainda o uso de documentos falsos e de apartamentos destinados a locações de curta duração.

Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela expedição de mandado de busca e apreensão. Segundo o relatório policial, havia informações de que Portuga continuava atuando associado a outros traficantes, com movimentação relacionada ao tráfico no Jabaquara, nos morros e na Zona Noroeste de Santos.

No cumprimento do mandado, os policiais localizaram Portuga em um apartamento. Durante a ação, foram apreendidos uma porção de pó branco, posteriormente identificada preliminarmente como cocaína, US$ 4 mil em espécie, aparelhos celulares e um caderno com anotações de substâncias químicas e respectivas quantidades. Também foram encontradas roupas de serviço portuário de dois terminais e um veículo.

Quem é André do Rap

André Oliveira Macedo é acusado de vários crimes ligados ao tráfico internacional de drogas, como o envio de cocaína à Europa pelo Porto de Santos. André também é apontado como um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa com operações dentro e fora de presídios.

Ele foi condenado duas vezes em segunda instância por tráfico internacional de drogas, e teve prisão preventiva expedida em 2014. Ficou foragido por cinco anos, até ser preso em setembro de 2019 em um condomínio de luxo em Angra dos Reis.

André foi solto após uma decisão liminar do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello em 2020. Após isso, o traficante fugiu e não foi mais encontrado.

A libertação se baseou na interpretação do Artigo 316 do Código de Processo Penal. A partir dessa decisão, desencadearam-se uma série de revisões sobre o uso da prisão preventiva no Brasil.

Horas depois da liberação, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, suspendeu a liminar e determinou a prisão imediata do traficante. No entanto, André do Rap já havia deixado o sistema prisional. Posteriormente, a primeira turma do STF formou maioria para manter André do Rap preso.

A fuga gerou fortes declarações dos envolvidos. O ministro Fux afirmou que André do Rap “debochou da Justiça” ao indicar um endereço falso no Guarujá e se evadir imediatamente.

A saída do criminoso em uma BMW pela porta da frente do presídio foi classificada pelo então governador de São Paulo, João Doria, como um “deboche com a opinião pública” e uma decisão “infeliz” de Marco Aurélio.

CNN Brasil tenta contato com a defesa de Wellington Araújo de Jesus. O espaço segue aberto.

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*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



Fonte: CNN Brasil

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