Nas galerias escuras e nos dutos esquecidos sob os tapetes aveludados da capital, o clima não é de tensão, mas de uma euforia desmedida. Em uma alegoria de ficção política sobre os bastidores da ganância, os ratos que há décadas espreitam as migalhas do orçamento público vivem dias de incontida ansiedade. A perspectiva de vitória de uma candidatura de extrema-direita de matriz autoritária acendeu a chama de uma cobiça desenfreada no subsolo do poder.
Escondidos atrás de pilares de mármore e nos corredores onde o interesse privado se sobrepõe ao bem comum, os velhos roedores da política e do capital especulativo não conseguem disfarçar o entusiasmo. Babam de ansiedade ante a promessa de um governo que promete escancarar as portas das riquezas nacionais, desmontar as travas ambientais, privatizar o patrimônio público a preço de banana e extinguir a fiscalização que antes continha seus apetites insaciáveis.
A Partilha das Riquezas Nacionais
No enredo dessa distopia, a candidatura extremista funciona como o grande passaporte para o saque desimpedido. Nos encontros clandestinos do esgoto, o cardápio das riquezas a serem devoradas já está dividido:
- As Reservas e Minérios: A promessa de liberação irrestrita de terras protegidas e reservas ambientais faz os olhos dos roedores brilharem, antevendo a entrega de jazidas e florestas ao garimpo e à exploração sem regras.
- O Orcamento e os Direitos Sociais: O desmonte das verbas destinadas à saúde, educação e seguridade social é visto como a abertura de uma imensa fatia de recursos que será redirecionada para subsidiar privilégios e negociatas.
- A Proteção do Trabalho: A eliminação de direitos trabalhistas e a precarização absoluta do cidadão comum são comemoradas no subsolo como o cenário ideal para a maximização dos lucros sem qualquer contrapartida social.
O Desastre que Aguarda o Povo
Enquanto a praga dos roedores se prepara para o grande banquete, o horizonte que se desenha para a população é de pura devastação. A vitória de uma agenda protofascista travestida de renovação não representa apenas o desmonte das instituições, mas a entrega do país a interesses predatórios que devorarão o futuro das próximas gerações.
Nessa narrativa de alerta, a festança nos porões do poder contrasta drasticamente com a tragédia que se avizinha sobre a mesa do trabalhador. Cabe à consciência democrática e à força do voto impedir que a ganância dos ratos transforme o patrimônio e a dignidade do povo brasileiro em banquete de especuladores.


