A infraestrutura invisível que definirá o futuro digital do Brasil

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Os cabos submarinos são responsáveis por 99% do tráfego internacional de dados do Brasil

Muito antes de uma informação chegar à tela de um smartphone, alimentar uma aplicação de inteligência artificial ou conectar empresas em diferentes continentes, ela percorre uma infraestrutura praticamente invisível ao usuário final: os cabos submarinos.

Responsáveis por aproximadamente 99% do tráfego internacional de dados do Brasil, esses sistemas tornaram-se ativos estratégicos para a economia digital, sustentando serviços de nuvem, inteligência artificial, sistemas financeiros, comércio eletrônico, governo digital e comunicações globais. A própria Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passou a classificá-los como uma infraestrutura cuja proteção é essencial para a segurança, a resiliência e a soberania digital do País.

O crescimento exponencial da demanda por processamento de dados e aplicações baseadas em IA torna esse debate ainda mais urgente. Afinal, quanto maior a digitalização da economia, maior será a dependência de redes internacionais de alta capacidade, baixa latência e elevada disponibilidade.

Um momento decisivo para a infraestrutura brasileira

O Brasil reúne condições privilegiadas para consolidar sua posição como principal hub digital da América Latina. Sua localização geográfica permite conexões estratégicas entre América do Sul, América do Norte, Europa e África, enquanto o mercado interno continua expandindo rapidamente a demanda por serviços digitais, data centers e computação em nuvem.

Esse cenário tem impulsionado investimentos contínuos em infraestrutura de conectividade, especialmente em redes ópticas internacionais e sistemas de cabos submarinos, que representam a espinha dorsal da economia digital.

Nesse contexto, a Cirion conecta a América Latina como uma única plataforma digital pan-americana: própria, neutra e resiliente, desenhada para que hyperscalers, carriers, ISPs e grandes empresas operem do México à Patagônia com escala, baixa latência e continuidade. Sua infraestrutura integra mais de 32 mil km de redes Long Haul e mais de 50 mil km de fibra submarina, combinando alcance regional com capacidade internacional para suportar o tráfego crítico da economia digital.

Entretanto, a expansão dessa infraestrutura precisa caminhar junto com maior resiliência operacional. A concentração de diversos sistemas em poucos pontos de aterragem (landing stations) passou a ser uma preocupação crescente entre autoridades regulatórias. Em 2025 e 2026, a Anatel intensificou esse debate ao defender mecanismos que promovam maior diversificação geográfica, redução de riscos operacionais e fortalecimento da segurança física e cibernética desses ativos estratégicos.

A evolução regulatória como indutora de investimentos

O ambiente regulatório brasileiro vive um momento particularmente relevante. Como parte da Agenda Regulatória 2025-2026, a Anatel abriu uma Tomada de Subsídios para discutir uma atualização das regras aplicáveis aos cabos submarinos, abordando temas como: segurança física e cibernética; governança institucional; monitoramento e transparência; procedimentos de implantação e manutenção; incentivos à expansão da infraestrutura; e cooperação internacional.

A iniciativa demonstra uma mudança importante de perspectiva. A infraestrutura internacional deixa de ser vista apenas como um tema técnico para assumir papel estratégico nas políticas públicas voltadas à transformação digital do País.

Outro aspecto relevante diz respeito aos processos de implantação e manutenção. Hoje, além das autorizações da Anatel, projetos de cabos submarinos envolvem órgãos como Marinha do Brasil, IBAMA, Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e diferentes instâncias estaduais e municipais. O próprio regulador reconhece que a simplificação e coordenação desses processos pode reduzir prazos, aumentar a previsibilidade para investidores e elevar a competitividade brasileira na atração de novos sistemas internacionais.

Conectividade e data centers caminham juntos

A expansão dos data centers na América Latina cria uma dinâmica para o mercado de conectividade. Grandes instalações de processamento de dados exigem capacidade internacional crescente, baixa latência e múltiplas rotas de comunicação para garantir continuidade operacional.

Segundo a Gartner, os gastos globais com sistemas de data center devem ultrapassar US$ 788 bilhões em 2026, com crescimento de 55,8%, impulsionados pela demanda por infraestrutura de IA e cloud hyperscale. Essa projeção reforça que conectividade internacional, rotas submarinas resilientes e data centers conectados precisam ser planejados como uma única infraestrutura crítica para sustentar a próxima etapa da economia digital.

Em virtude disso, cabos submarinos e data centers deixam de ser investimentos independentes para formar um único ecossistema de infraestrutura digital. Quanto maior a disponibilidade de rotas internacionais, maior a atratividade para novos investimentos em nuvem, inteligência artificial, serviços financeiros, conteúdo digital e aplicações críticas. Essa integração fortalece a competitividade do Brasil como plataforma regional para serviços digitais de alta capacidade.

Essa visão também se materializa na capilaridade local: a Cirion conta com 22 mil km de redes Metro para aproximar alta capacidade dos lugares onde o negócio acontece — cidades, edifícios corporativos, clientes, nuvens e pontos críticos de interconexão —, além de mais de 160 data centers conectados, habilitando um ecossistema neutro para que empresas, hyperscalers, carriers e ISPs escalem com segurança, baixa latência e continuidade operacional.

Infraestrutura crítica exige visão de longo prazo

A experiência internacional demonstra que a expansão da infraestrutura digital depende da combinação entre investimentos privados, previsibilidade regulatória e coordenação institucional.

Para empresas como a Cirion, que operam infraestrutura crítica de conectividade na América Latina, esse momento representa uma oportunidade para contribuir com a construção de um ambiente regulatório moderno, capaz de ampliar a segurança das redes sem comprometer a inovação e a velocidade dos investimentos.

Mais do que conectar continentes, os cabos submarinos conectam economias, viabilizam novos negócios e sustentam a transformação digital de governos, empresas e da sociedade.

Fortalecer essa infraestrutura significa preparar o Brasil para um futuro em que competitividade, soberania digital e desenvolvimento econômico estarão cada vez mais associados à capacidade de transportar dados de forma segura, resiliente e eficiente.

Do México à Patagônia, a infraestrutura própria, neutra e resiliente da Cirion ajuda a transformar a América Latina em uma plataforma digital preparada para IA, nuvem, interconexão e crescimento sustentável.

“Os cabos submarinos deixaram de ser apenas infraestrutura de telecomunicações para se tornarem ativos estratégicos da economia digital. À medida que cresce a demanda por inteligência artificial, computação em nuvem e serviços digitais, o Brasil precisa combinar investimentos em conectividade com um ambiente regulatório moderno, que fortaleça a segurança, a resiliência das redes e a previsibilidade para novos projetos, afirma Augusto Salomon, presidente Brasil da Cirion.

“Na Cirion, entendemos que conectividade internacional, data centers e infraestrutura de nuvem fazem parte de um mesmo ecossistema. Investir na expansão e na diversificação das rotas internacionais é investir na competitividade do Brasil, na atração de novos negócios e na construção de uma infraestrutura digital preparada para os desafios das próximas décadas”, completa.

Sobre Cirion:

A Cirion é uma empresa provedora líder de infraestrutura digital e tecnologia, oferecendo um conjunto abrangente de serviços de colocation, infraestrutura de data center, conectividade e serviços de redes de fibra terrestre e submarina. Com o propósito de promover o progresso na América Latina por meio da tecnologia, a Cirion atende mais de 6.200 clientes multinacionais e com sede na América Latina, incluindo empresas, agências governamentais, hyperscalers, provedores de serviços, operadoras, ISPs e outras empresas líderes. A Cirion possui e opera um portfólio de redes e data centers próprios, com ampla cobertura abrangendo toda a região da América Latina. Saiba mais sobre a Cirion em www.ciriontechnologies.com

A companhia conecta a região por meio de um backbone de alta capacidade que integra redes submarinas, Long Haul e Metro, além de data centers conectados em um modelo neutro por desenho. Essa combinação permite oferecer acesso seguro, resiliente e eficiente para que operadoras, plataformas de nuvem, provedores de conteúdo, ISPs e grandes empresas possam se conectar, crescer e inovar com liberdade.

IMPRENSA: VIANEWS

Marcelo Barreto – marcelo.barreto@vianews.com.br

Rosângela Manchon – rosangela.manchon@vianews.com.br

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