A VERDADE SOBRE O AUTISMO: O AMOR QUE QUEBRA BARREIRAS CONTRA O ANACRONISMO DO PRECONCEITO, POR MARCO AURÉLIO ZAPAROLLI

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Marco Aurélio Zaparolli

  • Associado honorário do Lions Clube Bauru Autismo;
  • Associado do Lions Clube Literário;
  • Associado Honorário do Lions Clube Terceiro Milênio;
  • Associado-Orientador do Lions Clube Direitos Humanos, Diversidade e Inclusão.

Em um mundo que muitas vezes prefere o isolamento ao acolhimento, eu levanto a bandeira da Causa Autista. Onde já se viu uma sociedade ser tão rica em diversidade e, ao mesmo tempo, tão desidiosa na inclusão de quem percebe o mundo de forma única? Bater o martelo sobre esse tema é urgente: autismo não é doença, é uma condição que exige respeito, amor e, acima de tudo, ser reconhecido como a verdade que liberta.

Não aceitaremos que o anacronismo de visões preconceituosas continue invisibilizando sonhos de crianças, jovens e adultos autistas. A defesa da Causa TEA deve ser o baluarte contra essa soberba excludente.


A FRASE QUE NOS GUIA:

“O autismo habita a essência do amor; é a ignorância do preconceito que insiste em negar a inclusão do afeto” ©


O AMOR É UNIVERSAL: AUTISMO É CONEXÃO, NÃO ISOLAMENTO

A ideia de que autistas são incapazes de amar ou de se conectar emocionalmente é um negacionismo da realidade.

  • Expressões Únicas: Onde já se viu medir o amor apenas por palavras? Muitos autistas demonstram afeto através da presença, dos interesses compartilhados e de uma lealdade inabalável. O messianismo do “amor padrão” deve cair por terra.
  • Quebrando Barreiras: É o preconceito que levanta muros. O amor, quando puro e despido de julgamentos, tem o poder de quebrar as barreiras da comunicação e criar pontes de compreensão.

A INCLUSÃO É UM DEVER: FORA COM O OSTRACISMO!

Inclusão não é um favor; é uma medida necessária de justiça social.

  • Educação e Trabalho: Onde já se viu escolas fecharem as portas ou empresas ignorarem o potencial de mentes autistas? Isso é empurrá-los para o ostracismo produtivo e social.
  • Políticas Públicas Reais: Chega de ignorar as necessidades de atendimento multidisciplinar. Precisamos de um governo local que garanta terapias, apoio escolar e oportunidades reais de emprego, longe das promessas de TikTok dos políticos profissionais.

O PRECONCEITO É O VERDADEIRO INIMIGO

  • Muitos que pregam o “cada um por si” sabotam os direitos humanos e sociais, deixando as famílias de autistas à mercê da própria sorte. Como por exemplo, na fúria arrecadadora de impostos que não retornam em serviços para quem “luta para ter visibilidade na sociedade “ e precisa de algo tão simples: o direito a ser reconhecido como uma pessoa dotada de personalidade, vida, forma e conteúdo humano. Também são impeditivas a falta de políticas públicas que impedem o acolhimento na escola, onde é ausente o professor auxiliar, o acesso a medicamentos e terapias na rede pública de saúde, a inexistência de garantia de acesso e conforto no transporte público dentre outros obstáculos rotineiros
  • A nossa cidade deve ser o exemplo de que o acolhimento institucional e governamental consegue driblar a intolerância.

Afirmo: o autismo é apenas mais uma cor importante no espectro da nossa humanidade. Não pode ser rotulado como uma cor à margem do arco-íris da vida. O amor é a nossa linguagem universal, e o preconceito é a barbárie que devemos combater. Pela inclusão real, pelo respeito e por um mundo onde todos possam, de fato, viver com liberdade e segurança.


Pelo fim do preconceito e pela liberdade de ser quem o autista é: um ser humano.

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