Acidentes de trabalho crescem 28% em atividades ligadas ao setor sucroenergético no Estado de São Paulo

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Segurança da infraestrutura industrial ganha atenção em estado que concentra quase 39% dos produtores de etanol do país

Os acidentes de trabalho registrados em atividades diretamente ligadas à cadeia sucroenergética cresceram 28,1% no estado de São Paulo entre 2022 e 2024. Somados, os registros nos segmentos de cultivo de cana-de-açúcar, fabricação de açúcar em bruto, fabricação de açúcar de cana refinado e fabricação de álcool passaram de 3.433 para 4.398 ocorrências no período.

Os dados, que são os mais recentes disponíveis no Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho do Ministério da Previdência Social, mostram que o crescimento não está concentrado em uma única atividade. Na fabricação de açúcar em bruto, segmento com maior número de ocorrências entre os analisados, os acidentes passaram de 2.108 em 2022 para 2.673 em 2024, alta de 26,8%. Na fabricação de álcool, avançaram de 784 para 1.044, crescimento de 33,2%, enquanto no cultivo de cana-de-açúcar passaram de 526 para 644, aumento de 22,4%.

O cenário chama atenção especialmente no Estado de São Paulo, principal pólo sucroenergético brasileiro. Segundo dados do Painel Dinâmico de Produtores de Etanol da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o estado concentra 144 dos 371 produtores de etanol existentes no país, o equivalente a 38,8% do total nacional.

Embora os acidentes de trabalho tenham diferentes causas e não possam ser atribuídos isoladamente às condições de iluminação, os números ajudam a ampliar uma discussão que tradicionalmente está muito associada ao uso de equipamentos de proteção individual e aos procedimentos adotados pelos trabalhadores. Em uma planta industrial, a prevenção também passa pelas condições da própria infraestrutura, desde equipamentos e instalações elétricas até a iluminação das áreas de operação.

Para Roberto Silva, engenheiro eletricista e especialista técnico em iluminação industrial e áreas classificadas da Conexled, fabricante brasileira especializada em iluminação LED industrial, a segurança da infraestrutura deve começar ainda na etapa de projeto.

“Quando falamos em segurança dentro de uma usina, por exemplo, é natural pensarmos primeiro nos EPIs e nos procedimentos adotados pelos trabalhadores, mas existe toda uma infraestrutura que também precisa ser considerada. Uma iluminação industrial precisa garantir as condições adequadas de visibilidade e, ao mesmo tempo, estar preparada para suportar as características daquele ambiente com confiabilidade ao longo da operação”, afirma.

O que a iluminação de uma usina precisa considerar?

Poeira, umidade, altas temperaturas, vibração, exposição a agentes externos, lavagem de determinadas áreas e operações contínuas estão entre as condições encontradas em ambientes industriais e que precisam ser consideradas na especificação dos equipamentos de iluminação.

Isso significa que um projeto não deve levar em conta apenas a quantidade de luz ou o consumo energético. Resistência, grau de proteção, estanqueidade, posicionamento dos pontos de iluminação, condições de manutenção e características específicas de cada área também precisam entrar nessa avaliação.

“Uma iluminação industrial bem dimensionada não significa simplesmente aumentar a quantidade de luz. É preciso entender o que acontece naquele ambiente, quais são as condições às quais o equipamento estará exposto e como será realizada a manutenção ao longo dos anos. Uma área com altas temperaturas exige uma solução diferente de outra sujeita a lavagens frequentes ou de um espaço classificado com risco de formação de atmosfera explosiva”, explica o especialista.

A confiabilidade dos equipamentos ganha ainda mais relevância em operações contínuas. Quanto maior a exposição à poeira, umidade, vibração e temperatura, maior a necessidade de especificar equipamentos desenvolvidos para suportar essas condições e manter seu desempenho ao longo da operação.

É nesse ponto que avanços na própria engenharia das luminárias passam a fazer parte da discussão. Na nova geração da linha CLG, por exemplo, a Conexled adotou um sistema automatizado de selagem para assegurar a estanqueidade e ampliar a proteção contra agentes externos. A estrutura também recebeu materiais voltados ao aumento da resistência mecânica e um sistema de dissipação térmica projetado com apoio de inteligência artificial para favorecer o controle da temperatura e a estabilidade do equipamento.

A linha é formada por projetores LED blindados com grau de proteção IP67 e opções de potência entre 30W e 500W. A nova versão também possui sistema de alça com rotação de 360 graus, permitindo ajustar o direcionamento da luz às necessidades de cada projeto.

Instalação também precisa entrar na análise

Outro ponto que merece atenção está na própria instalação do sistema de iluminação. Cada conexão, componente externo e ponto de derivação exige montagem e vedação adequadas e passa a integrar a rotina de inspeção e manutenção da planta.

“Em um ambiente industrial severo, não podemos analisar somente a luminária de forma isolada. Precisamos olhar para o sistema como um todo. Quanto mais pontos de conexão existem, mais elementos precisam ser corretamente especificados, instalados e acompanhados durante a vida útil do projeto”, explica Roberto Silva, engenheiro eletricista da Conexled.

Essa preocupação tem levado ao desenvolvimento de soluções que buscam simplificar as instalações. Na linha DG da Conexled, por exemplo, o ponto de conexão é integrado ao corpo da luminária e selado em fábrica, mantendo o driver e as partes sensíveis protegidas contra as condições externas.

O sistema utiliza ainda bornes duplos que permitem a interligação direta das luminárias, em cascata, reduzindo o número de pontos externos de derivação e simplificando o trajeto dos cabos. Segundo dados técnicos da fabricante, a configuração permite uma instalação até 70% mais rápida, além de reduzir a quantidade de materiais utilizados.

Áreas classificadas exigem atenção específica

Dentro de uma planta industrial, há ainda ambientes que exigem critérios específicos para a escolha dos equipamentos. É o caso das chamadas áreas classificadas, nas quais pode existir a formação de atmosferas explosivas devido à presença de gases, vapores ou poeiras combustíveis.

Nesses locais, a escolha das luminárias precisa considerar a classificação da área e os requisitos técnicos aplicáveis a cada ambiente. Com mais de dez anos de experiência e atuação no desenvolvimento, certificação e aplicação de produtos com proteção para atmosferas explosivas, Roberto Silva destaca que a especificação inadequada pode comprometer a segurança da instalação.

“Não existe uma única solução que possa simplesmente ser replicada em toda a planta. O primeiro passo é entender tecnicamente o ambiente e sua classificação. A partir daí é possível definir quais características e proteções o equipamento precisa oferecer. Em áreas classificadas, esse cuidado é ainda mais importante porque estamos falando de ambientes que possuem requisitos específicos de segurança e conformidade”, explica.

O portfólio da Conexled contempla equipamentos desenvolvidos para diferentes áreas classificadas, incluindo soluções para atmosferas explosivas destinadas às Zonas 1 e 2 ou 21 e 22.

Para o engenheiro, o avanço dos indicadores de acidentes reforça a importância de olhar para a segurança industrial como resultado de diferentes fatores.

“Não existe uma medida isolada capaz de garantir uma operação segura. Segurança industrial envolve pessoas, procedimentos, equipamentos, manutenção e infraestrutura. Na iluminação acontece a mesma coisa: um bom projeto precisa considerar visibilidade, características do ambiente, eficiência energética, durabilidade, manutenção e conformidade técnica. É a combinação desses fatores que torna uma solução adequada para uma operação industrial”, conclui Silva.

Sertãozinho registra alta de 16,6% nos acidentes típicos

O debate ganha ainda mais relevância em Sertãozinho, um dos principais pólos da cadeia sucroenergética paulista. O município registrou 1.062 acidentes típicos de trabalho em 2024, contra 911 em 2023, aumento de 16,6%, segundo o Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho do Ministério da Previdência Social.

A cidade recebe, entre os dias 11 e 14 de agosto, a Fenasucro & Agrocana 2026. A Conexled participa da feira apresentando soluções de iluminação industrial voltadas às necessidades do setor, incluindo as linhas CLG e DG.

A presença na feira ocorre em um momento em que segurança, produtividade e eficiência energética passam a integrar uma mesma discussão dentro das plantas industriais. Para a fabricante, modernizar a iluminação significa olhar não apenas para o consumo de energia, mas para as condições específicas de cada operação e para a confiabilidade dos equipamentos ao longo de sua vida útil.

Conexled na Fenasucro & Agrocana 2026

A Conexled participa da Fenasucro & Agrocana, realizada entre os dias 11 e 14 de agosto, em Sertãozinho (SP). Durante o evento, a empresa apresentará seu portfólio de iluminação industrial, com destaque para as linhas CLG e DG e soluções desenvolvidas para ambientes severos e atmosferas explosivas.

Data: 11 a 14 de agosto de 2026
Local: Centro de Eventos Zanini – Sertãozinho (SP)
Estande: A22

Conexled

A Conexled é uma empresa brasileira com mais de 30 anos de experiência, especializada em iluminação LED industrial de alta performance, com atuação nacional e expansão na América Latina. Atende setores estratégicos da indústria e infraestrutura com um portfólio completo de soluções técnicas, aliando inovação, eficiência energética e segurança. Com mais de 15 mil clientes e 2.300 produtos desenvolvidos, a companhia possui laboratório próprio, certificações nacionais e internacionais e investe em capacitação técnica por meio de iniciativas como o LEDCast e a Escola da Luz.

Thriz Comunicação Assessoria de Imprensa e Conteúdo
Thamiris Rezende | trezende@thriz.com.br
Cynthia Castro | ccastro@thriz.com.br

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