Agora no Calendário Oficial: FLIM consolida Marília como a Capital Regional da Literatura

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DA REDAÇÃO

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Cultura, cidadania e inclusão: Marília prepara-se para vivenciar a consolidação de um de seus mais novos e vibrantes patrimônios culturais. Após o marco da primeira edição em maio de 2025, o Festival Literário de Marília (FLIM) avança para a realização de sua segunda edição, agendada para o dia 3 de outubro. O evento, que nasceu da iniciativa voluntária de duas escritoras locais, tornou-se símbolo de democratização da leitura, valorização de artistas da região e fomento à economia do município.

A Origem: Do Clube de Leitura à Lei Municipal

A história do festival teve início em 2024, quando a advogada, escritora e mãe atípica Angélica Masson e a escritora, mediadora de leitura e conselheira municipal de cultura Bárbara Duarte se encontraram em uma roda de leitura. Do desejo compartilhado de ver Marília como um polo literário regional, as idealizadoras elaboraram o projeto, que foi contemplado pelo edital da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

O impacto da primeira edição — realizada entre 14 e 18 de maio de 2025 na Biblioteca Municipal “João Mesquita Valença”, no Teatro Municipal, no Complexo Cultural Braz Alécio e na Rua São Luís — superou todas as expectativas. O evento atingiu diretamente mais de 2,000 pessoas (mais que o dobro da meta inicial) e reuniu nomes da literatura nacional como Aline Bei, Carol Ito e Cláudio Fragata, além de uma feira de livros com mais de 40 expositores, sendo 90% deles autores locais.

advogada, escritora e mãe atípica Angélica Masson

O êxito da iniciativa resultou em seu reconhecimento institucional definitivo: em 9 de março de 2026, a Câmara Municipal de Marília aprovou o Projeto de Lei de autoria do vereador Dr. Elio Ajeka, incluindo oficialmente a FLIM no calendário de eventos do município, com comemoração prevista para o mês de outubro.

escritora, mediadora de leitura e conselheira municipal de cultura Bárbara Duarte

Inclusão Universal e Formação Profissional

Pautada no conceito de que a literatura é um direito humano fundamental, a FLIM destaca-se pela estrutura acessível e inclusiva:

  • Acessibilidade Plena: Presença de intérpretes de Libras em todas as atividades, ambiente sensorialmente acolhedor, equipe de inclusão em plantão e adequações físicas, como rampas de acesso.
  • Formação de Jovens: Integração de universitários locais na equipe de produção do festival, oferecendo remuneração e horas complementares para a formação de novos gestores culturais na cidade.
  • Protagonismo Feminino: Atuação direta na valorização das autoras regionais, incluindo a produção de documentário em homenagem a mais de 40 escritoras marilienses no projeto Cultura Delas.
  • Responsabilidade Social: Destinação integral do valor arrecadado com a venda de bebidas durante o evento para associação sem fins lucrativos focada no desenvolvimento comunitário.

A 2ª edição da FLIM, no dia 3 de outubro, reafirma o compromisso de integrar a literatura, a educação e a cidadania, ocupando os espaços públicos e promovendo o encontro entre gerações de leitores em Marília.

Da Redação do Portal GPN

Fonte: Material de Divulgação da Flim

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