
Informação, acolhimento e apoio às mães estão entre as ações desenvolvidas pela Prefeitura de Santos durante o Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização, proteção e incentivo ao aleitamento materno. Nesta quarta-feira (19), a Policlínica Campo Grande recebeu a palestra Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona.
Já profissionais da rede municipal de ensino participaram de formação sobre recebimento, armazenamento e oferta de leite materno nas unidades de educação infantil.
POLICLÍNICA
Promovida pela Secretaria de Saúde, a palestra na policlínica teve a participação da ginecologista e obstetra Roberta Santoro. Foram abordados aspectos relacionados à amamentação, ao acompanhamento profissional, ao acesso à informação e à importância de uma rede de apoio às mães.
Segundo Roberta, o aleitamento materno é uma das principais estratégias de promoção da saúde na primeira infância, oferecendo nutrientes importantes para o crescimento e desenvolvimento do bebê, além de contribuir para a proteção contra doenças e fortalecer o vínculo entre mãe e filho.
“Procuramos destacar, nos atendimentos, a importância do aleitamento materno. Esse é um dos primeiros contatos que a mulher estabelece com o bebê e tem papel importante na saúde da criança. O tema é trabalhado desde o pré-natal e continua presente durante toda a assistência”, explicou.
ACOLHIMENTO E REDE DE APOIO
A psicóloga e voluntária Carolina Beltrão ressaltou a importância de oferecer espaços de escuta e orientação às mulheres durante a amamentação.
“A informação faz muita diferença. Muitas mães chegam com inseguranças e dúvidas, e nosso papel é ouvir, orientar e mostrar que elas não estão sozinhas. A amamentação pode ser um momento muito especial, mas também exige apoio e acompanhamento”, afirmou.
Grávida pela terceira vez, Beatriz Barbosa, de 27 anos, compartilhou experiências das gestações anteriores. Para ela, informação, paciência e apoio das pessoas próximas ajudam a enfrentar os desafios que podem surgir durante a amamentação.
“Na minha segunda gestação, consegui amamentar e deu tudo certo. Agora, espero conseguir novamente. É importante ter paciência, apoio dos familiares e orientação, principalmente porque muitas mães enfrentam pressão e insegurança”, contou.
A experiência reforça uma das principais mensagens do Agosto Dourado: a amamentação é um processo que pode exigir informação, acompanhamento profissional e uma rede de apoio, especialmente diante de dúvidas e dificuldades.
AMAMENTAÇÃO NAS UNIDADES DE EDUCAÇÃO INFANTIL
O Agosto Dourado também chegou aos profissionais da rede municipal de ensino. Nesta terça-feira (18), a Secretaria de Educação (Seduc) promoveu formação voltada às orientadoras que atuam com crianças de 0 a 3 anos. No dia anterior, a capacitação reuniu educadores, coordenadores e profissionais de saúde.
A atividade abordou as normas da Portaria Conjunta nº 54/2023, das secretarias de Educação e Saúde, que regulamenta o recebimento, armazenamento e oferta de leite materno nas unidades de educação de Primeira Infância. O objetivo é preparar os profissionais para oferecer informação, escuta e acolhimento às famílias.

As mães podem encaminhar à unidade o leite materno previamente ordenhado ou realizar a amamentação pessoalmente na escola. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e policlínicas de referência podem orientar as famílias sobre ordenha, armazenamento e conservação do leite.
As unidades de ensino não precisam necessariamente dispor de sala exclusiva para amamentação, mas devem oferecer espaço adequado, tranquilo e acolhedor, que preserve a privacidade e proporcione conforto à mãe e à criança.
“A nossa ideia é promover uma verdadeira sensibilização na rede municipal. Desempenhamos um papel muito importante no acolhimento e na garantia dos direitos da mãe e do bebê”, explicou Rosângela Pereira, da Coordenadoria de Formação (Coform).
SEGURANÇA NO ARMAZENAMENTO
A portaria determina que o leite ordenhado seja consumido, preferencialmente, no mesmo dia em que for recebido pela unidade. Caso não seja utilizado, deverá ser descartado ao final do dia. Se houver alguma não conformidade relacionada ao armazenamento ou descongelamento, não deverá ser oferecido à criança, e a mãe deverá ser comunicada.
As unidades também devem seguir as orientações do Manual de Instrução de Aleitamento Materno para controle, armazenamento e descongelamento. A quantidade deve ser organizada de acordo com a necessidade da criança e, sempre que possível, acondicionada em frascos separados por refeição.
A formação apresentou, ainda, a lei municipal que dispõe sobre diretrizes para permitir o aleitamento materno nas instituições de educação infantil. Entre as medidas, a possibilidade de realização de workshops, palestras e consultas para auxiliar na adequação às normas e incentivar a prática do aleitamento materno no ambiente escolar.
As iniciativas do Agosto Dourado ampliam a discussão para além dos aspectos nutricionais do leite materno, destacando também o vínculo afetivo, o direito à informação e a importância de uma rede de apoio às famílias durante o período de amamentação.
O nome da campanha faz referência ao “padrão ouro” atribuído ao leite humano. No Brasil, o Agosto Dourado foi instituído pela Lei Federal nº 13.435/2017, com o objetivo de intensificar ações de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS
Fotos: Raimundo Rosa e divulgação
Fonte: Prefeitura de Santos


