Cresce o número de relatos e reclamações envolvendo supostas agências de modelos que prometem oportunidades profissionais, mas acabam gerando prejuízos financeiros e frustração para candidatos. Entre os casos recentes, uma que tem sido alvo de diversas denúncias registradas em plataformas de defesa do consumidor, especialmente entre os anos de 2025 e 2026.
As principais queixas apontam para práticas que levantam suspeitas e exigem cautela por parte da população.
Entre os relatos mais frequentes estão:
- Propaganda enganosa: candidatos afirmam que foram atraídos por promessas de inserção no mercado da moda e trabalhos garantidos, que não se concretizam após pagamentos iniciais.
- Cobranças elevadas: há denúncias de taxas cobradas para produção de “book” fotográfico e suposto agenciamento, com valores que podem chegar a cerca de R$ 5 mil.
- Falta de suporte: após sessões fotográficas — muitas vezes realizadas em hotéis — clientes relatam ausência de retorno, propostas ou qualquer encaminhamento profissional.
- Dificuldade de reembolso: consumidores alegam obstáculos para cancelar contratos e reaver valores pagos, citando falta de transparência nas negociações.
Especialistas em direito do consumidor alertam que esse tipo de prática pode configurar infrações ao Código de Defesa do Consumidor, especialmente quando há promessa de serviços que não são cumpridos ou quando informações essenciais não são apresentadas de forma clara.
Como se proteger
Diante desse cenário, a orientação é que interessados em ingressar no mercado de modelos adotem medidas preventivas:
- pesquisar a reputação da empresa em plataformas de avaliação
- desconfiar de promessas de sucesso imediato ou garantido
- evitar pagamentos antecipados sem contrato claro e detalhado
- verificar se a agência possui histórico comprovado no mercado
Órgãos de defesa do consumidor reforçam que, em caso de suspeita, é fundamental registrar denúncia e buscar orientação jurídica.
Atenção redobrada
O sonho de ingressar no mundo da moda pode acabar sendo explorado por práticas questionáveis. Por isso, a recomendação é clara: informação e cautela são as principais ferramentas para evitar prejuízos.
A população deve permanecer vigilante e denunciar qualquer irregularidade, contribuindo para coibir abusos e proteger outros consumidores.
O alerta está dado.


