Assembleia estudantil reúne mil pessoas em Ponta Grossa (PR) para organizar campanha de segundo turno

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Nessa sexta-feira (9), cerca de mil pessoas se reuniram em uma assembleia geral estudantil convocada pelos Diretórios Centrais de Estudantes (DCEs) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Campus Ponta Grossa e da Unicesumar. A mobilização teve o objetivo de fortalecer a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A ação em Ponta Grossa (PR) contou com representantes da graduação, pós-graduação, docentes e apoiadores e se soma às mobilizações contra a extrema direita em todo o país. No Paraná, nessa semana, Curitiba e Região Metropolitana, Londrina, Maringá, Irati, Guarapuava e Foz do Iguaçu também tiveram ações de apoio ao presidente.

Ana Paula de Melo comparou o momento à Primavera Estudantil de 2016, quando 843 escolas foram ocupadas no estado: “Neste auditório, há dez anos atrás, decidimos pela greve estudantil e ocupação da Reitoria da UEPG. Estamos fazendo história de novo.”

Manifestação é a segunda em Ponta Grossa (PR) nessa semana, para fortalecer campanha de Lula | Crédito: Erica Fernanda

A participação da juventude LGBTQIAPN+ e da Frente Trans Fernanda Riquelme chamou atenção para os reiterados ataques a essa população por parlamentares eleitas e eleitos: “Ninguém além deles tem ideologia de gênero, que eles usam para discriminar, para destilar ódio contra a comunidade LGBT”, disse Luca dos Santos Carmo.

A construção da agenda de lutas para as próximas duas semanas é feita pela Frente Universitária, pelo Comitê Popular dos Campos Gerais, pelo PT Ponta Grossa e inclui panfletagem nos terminais, nas fábricas, campanha de porta em porta e atividades culturais. 

A assembleia reiterou a importância da participação de apoiadores e militantes nessas ações e aprovou a Nota Pública dos Estudantes de Ponta Grossa. O documento defende o voto alinhado à soberania do Brasil e entende que a relação entre universidade e política é indissociável.

Estudantes de variadas idades e cursos foram à assembleia | Crédito: Erica Fernanda

“Historicamente, o movimento estudantil compreende a educação pública não apenas como uma sala de aula, mas como o pilar central de um projeto de desenvolvimento nacional. Universidades precisam ser territórios plurais e democráticos, dotados de infraestrutura adequada, permanência estudantil e fomento robusto. Acreditamos que não há soberania, reindustrialização ou superação da desigualdade sem ciência, tecnologia e sem a juventude trabalhadora ocupando esses espaços”, diz a nota conjunta.

O documento e as entidades que o assinaram poderão ser lidos na íntegra nas páginas do DCE-UEPG, DCE-UTFPR e Frente Universitária. As atividades de campanha estão sendo divulgadas por suas páginas e pela da Frente Ampla Democrática de Ponta Grossa.





Fonte: Brasil de Fato

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