Ataque com faca desencadeia protestos anti-imigração na Irlanda do Norte

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Protestos anti-imigração tomaram as ruas de Belfast, capital da Irlanda do Norte, nesta terça-feira (9/6), após um homem sudanês de 30 anos ser acusado de tentativa de homicídio contra um cidadão do país. O crime deixou uma pessoa gravemente ferida.

Grupos de manifestantes ocuparam ruas e incendiaram carros, ônibus e barricadas. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram ainda casas atingidas pelas chamas enquanto equipes de emergência atuavam no local. Assista:

A repercussão do caso começou após vídeos da agressão circularem nas redes sociais. As imagens mostram a vítima ensanguentada e imobilizada no chão, enquanto um homem de origem sudanesa aparece sobre ela, com sangue nas mãos.

Segundo a polícia, o suspeito é investigado por tentativa de homicídio. Ele teria esfaqueado outro homem durante uma briga ocorrida na noite de segunda-feira (8/6), no norte de Belfast. A vítima foi socorrida e levada ao hospital com ferimentos no rosto, nos olhos e nas costas.

Além de Belfast, outras manifestações foram registrados em Newtownabbey e Kilkeel, na Irlanda do Norte. Em Londres e Glasgow, também houve protestos, alguns deles acompanhados de confrontos com a polícia e discursos contra imigrantes.

Autoridades se pronunciam

As autoridades têm buscado separar o crime da reação que tomou as ruas. A polícia informou que, até o momento, não há indícios de que o ataque tenha motivação terrorista. Os investigadores também destacaram que o suspeito vivia legalmente na Irlanda do Norte.

A primeira-ministra do país, Michelle O’Neill, condenou os atos de violência registrados durante os protestos. Segundo ela, o ataque não pode ser usado como justificativa para perseguir pessoas ou comunidades inteiras.

“Racismo, intimidação e violência são errados onde quer que ocorram”, afirmou a líder regional em uma publicação nas redes sociais.

O chefe da polícia da Irlanda do Norte, Jon Boutcher, pediu que a população mantenha a calma e evite se deixar influenciar por conteúdos disseminados nas redes sociais que possam aumentar a tensão.

A ministra da Justiça, Naomi Long, também criticou os atos de vandalismo. Segundo ela, embora o ataque tenha causado preocupação, a resposta não deve ser baseada em violência ou discursos de ódio.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou o ataque com faca como “horrível” e acompanhou a mobilização das autoridades diante dos protestos e dos episódios de violência registrados após o crime.





Fonte: Metrópoles

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