Ator Marco Furlan é indiciado por estupro de vulnerável; defesa nega acusação

Compartilhe:


O ator Marco Aurelio Dias Furlan, de 48 anos, foi indiciado por estupro de vulnerável após ser preso em flagrante durante uma festa de aniversário em uma chácara de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. O caso aconteceu na madrugada de 2 de agosto e tem como vítima um menino de 5 anos, autista não verbal. Após o indiciamento, o artista foi transferido para a Penitenciária de Pinheiros, na capital, onde teve o cabelo raspado e passou a dividir cela com outros quatro detentos.

A defesa nega que Furlan tenha cometido qualquer ato sexual contra a criança e apresenta uma versão diferente da registrada inicialmente pelos policiais. Segundo a advogada Graciele Queiroz, o ator estava com uma prima, passou mal após consumir álcool e, ao retornar do banheiro, teria entrado por engano no quarto onde o menino dormia.

Segundo consta no inquérito, ao qual O Globo teve acesso, a mãe da criança contou que o filho dormia em um dos quartos da chácara quando ela ouviu gritos vindos do cômodo. Ao correr para verificar, encontrou o menino despido, ao lado de Furlan, também nu. A mãe relatou que a criança reclamava de dores na região anal e precisou ser levada ao pronto-socorro. Um laudo posterior do Instituto Médico-Legal, porém, não identificou sinais de conjunção carnal.

O que aconteceu na festa

A principal testemunha ouvida pela polícia foi a própria aniversariante, prima de Furlan. Ela contou que os dois já haviam tido envolvimento no passado e que, depois de mais de 12 horas de comemoração, com 22 pessoas passando a noite na propriedade, decidiram procurar um lugar para descansar. Encontraram um quarto vago com cama de casal e ali ficaram juntos.

Segundo o depoimento, os dois encontraram um quarto vazio, com uma cama de casal. A prima afirmou que Furlan havia consumido cerveja e que seu comportamento mudou depois que bebeu.

“Ele ficou verbalmente agressivo e passou a fazer propostas sexuais. Pedi que ele ficasse quieto porque havia outras pessoas dormindo e cheguei a empurrá-lo”, disse à delegada Gerlandia Ramalho Brito.

Na sequência, Furlan teria dito repetidamente que estava passando mal, chegando a se debater na cama, até que ela o mandou ao banheiro. Ela ouviu a porta abrir e sons de vômito, mas acabou adormecendo e não soube dizer o que aconteceu depois.

A prima também havia bebido durante a festa, e disse não imaginar que ele deixaria o quarto rumo ao cômodo onde estava a criança, filha de uma amiga da família: “Jamais imaginei que ele sairia do quarto onde estávamos e seguiria para o cômodo onde estava a criança.”

Defesa do ator Marco Furlan rejeita a versão registrada pelos policiais (Foto: Reprodução)

Duas versões da mesma noite

Os relatos sobre o que aconteceu depois que Furlan deixou o quarto da prima são diferentes.

Segundo consta no boletim de ocorrência, ele teria dito aos policiais: “Passei mal, saí do quarto e entrei no quarto errado por equívoco, confundindo a criança com a minha namorada.”

A defesa, contudo, afirma que Furlan não disse ter confundido a criança com a prima e sustenta que essa versão foi registrada de forma equivocada pelos policiais.

Uma outra testemunha, que entrou no quarto após os gritos, afirmou ter visto Furlan sem calças, segurando a cueca do menino, também nu e com as mãos nas próprias nádegas. Segundo ela, o ator negava repetidamente qualquer envolvimento com a criança.

O que diz a defesa

Segundo consta no boletim, Furlan teria dito que passou mal, saiu do quarto onde estava com a prima e entrou por engano no cômodo onde estava o menino, que teria confundido com a namorada. A advogada Graciele Queiroz, porém, alega que o ator não deu essa explicação aos policiais.

De acordo com a advogada, Furlan estava com a aniversariante, passou mal e foi ao banheiro. Ao retornar, teria entrado no quarto onde estava a criança, que ele sequer conhecia, e acordado com a mãe do menino o empurrando da cama.

A defesa insiste que o ator não praticou qualquer ato sexual contra a criança e que estava “fortemente embriagado” quando acabou deitado ao lado do menino. Segundo a advogada, Furlan reagiu com indignação ao ser confrontado com a acusação.

A defesa também questiona a rapidez da investigação, concluída quatro dias após a prisão, e aponta a falta de depoimentos, vestígios e exame toxicológico. O laudo do IML não identificou sinais de conjunção carnal, o que não afasta por si só a possibilidade de outros atos que possam caracterizar o crime investigado.





Fonte: ICL Notícias

Outras Notícias

Domínio Global Consultoria Web