BOLETIM – Com a chegada das festas juninas, CBMSC alerta para as ocorrências envolvendo fogueiras

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Uma pessoa sofre queimadura a cada 32 segundos no Brasil. 

São cerca de 1 milhão de casos por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras. 

Junho é o mês em que essa estatística piora em função das festas juninas.

Em Santa Catarina, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) acompanha o fenômeno. Em 2024, foram 33 ocorrências envolvendo fogueiras atendidas pela corporação; em 2025, o número passou para 50, uma alta de 61%. 

Os dados cobrem o ano inteiro, mas a concentração é maior entre junho e julho.

Apesar dos acidentes com fogos de artifício serem comuns, o comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza, ressalta que é preciso ter cuidado redobrado com as fogueiras.

Os acidentes costumam acontecer durante o acendimento, especialmente quando se usam materiais inflamáveis como papel, madeira seca ou álcool.

A corporação estabelece que a fogueira deve estar afastada no mínimo uma vez e meia a sua própria altura de qualquer material.

Na prática, isso significa que uma fogueira de um metro e meio de altura, por exemplo, exige mais de dois metros de área livre ao redor.

O CBMSC também faz outras orientações. Entre elas estão:

  • Acender a fogueira pelo topo, não por baixo. Isso ajuda a manter a estrutura da fogueira estável;
  • Nunca utilizar álcool, gasolina, querosene ou qualquer inflamável líquido;
  • Também é recomendado aplicar uma camada de areia onde a fogueira vai ficar para impedir que o calor queime raízes e volte a aparecer horas depois;

Além disso, é fundamental jogar água na madeira queimada mesmo depois do fogo ter apagado.

São cuidados básicos, mas necessários para garantir que a festa não termine no pronto-socorro.

Repórter: Eduardo Melo



Fonte: Agência de Notícias SECOM

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