
A Praça das Bandeiras (Gonzaga), em Santos, foi tomada pela cor roxa neste domingo (30), último dia do Agosto Lilás, com a realização da Caminhada de Conscientização pelo Fim da Violência contra a Mulher. Gratuita e aberta ao público, a atividade teve como tema “Temos uma causa. Acredite mulher, você merece respeito” e reuniu mulheres, homens e representantes de entidades em um ato de mobilização e conscientização.

A iniciativa foi promovida pelo Acredite Mulher, com participação do Grupo Mulheres do Brasil e apoio institucional da Prefeitura de Santos. A caminhada seguiu até o Canal 3 e buscou reforçar a importância da informação e da rede de apoio para mulheres que enfrentam situações de violência.
Para a profissional da área da beleza Débora Oliveira, de 47 anos, participar da caminhada é uma forma de apoiar mulheres que ainda têm medo de falar sobre a violência. “Esse evento é importante para apoiar mulheres vítimas de violência doméstica, física, mental e verbal. Estamos aqui por mim, por você e por todas as outras que não têm condições e, principalmente, pelas que já se foram por violência doméstica”, disse.
Débora, que participa do projeto há mais de seis anos, também destacou a presença masculina na caminhada como parte da conscientização. “Está sendo muito importante a interação com os homens. Eles estão aqui hoje vestindo a camisa e fazendo essa caminhada para apoiar as mulheres”, afirmou.

MOBILIZAÇÃO
“É mobilizar e celebrar esse último dia do Agosto Lilás para dar luz a tantas políticas públicas que a Prefeitura de Santos já contempla e oferece às mulheres vítimas de violência. É fazer com que essas mulheres entendam que elas podem e devem conhecer a Casa da Mulher, que é uma grande ponte de acesso a todos os serviços públicos que a Prefeitura oferece”, afirmou a vice-prefeita de Santos, Audrey Kleys.
Para a fundadora do Acredite, Marceli Cortejano, a mobilização é importante para fortalecer mulheres que muitas vezes enfrentam a violência sem uma rede de apoio.
“A importância é que a maioria das mulheres vítimas não tem rede de apoio e sente vergonha. O ciclo da violência demora anos para uma mulher sair. Então, se ela não tiver uma rede de apoio e não souber que está sofrendo, ela vai achar comum apanhar do marido, ficar sem dinheiro ou não poder trabalhar”, afirmou.
EVOLUÇÃO
A Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos, Nina Barbosa ressaltou que o enfrentamento à violência depende da integração entre diferentes áreas do poder público e da sociedade. Segundo ela, a Casa da Mulher tem desempenhado papel importante no acolhimento e encaminhamento das vítimas, inclusive com a procura de mulheres de outros municípios da Baixada Santista.
“Criamos a Frente Mulher Baixada Santista. Santos é a cidade que está sendo a alavanca para que os nove municípios da Baixada se unam nessa causa, que não é uma pauta feminina, é uma pauta de toda a sociedade. Homens e mulheres têm responsabilidade em relação a isso”, afirmou.

Nina também destacou a atuação conjunta entre as secretarias municipais, além das forças de segurança e do Judiciário. Entre as iniciativas está o trabalho da Guarda Civil Municipal por meio do Guardião Maria da Penha, que acompanha mulheres com medidas protetivas.
Outro avanço citado foi a implantação do boletim integrado, que permite maior agilidade no atendimento às ocorrências de violência contra a mulher, facilitando a comunicação entre as polícias e a solicitação de medidas protetivas.
Esta iniciativa contempla os itens 3 e 16 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-estar e Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Conheça os outros artigos dos ODS.
Fonte: Prefeitura de Santos


