César Gioda Bochi: Hoje completo quatro anos como diretor presidente do Centro Administrativo Sicredi.

Compartilhe:

César Gioda Bochi

Diretor Presidente do Banco Cooperativo Sicredi e Confederação Sicredi

Quando assumi essa posição, tinha uma aflição que talvez nunca tenha contado publicamente. Olhava para o meu antecessor, João Tavares, além de um profissional extremamente competente, um grande mentor para mim, e pensava que dificilmente conseguiria chegar perto da sua competência. Afinal, como ocupar uma posição deixada por alguém que admiramos tanto sem ficar tentando reproduzir aquilo que ele fazia tão bem?

Com o tempo fui percebendo que essa talvez fosse a pergunta errada. Não se tratava de fazer o que os que ocuparam aquela posição antes de mim fizeram. Tratava-se de entender qual era o papel único daquela posição, naquele momento da organização, e encontrar a forma de exercê-lo de maneira coerente com aquilo em que acredito sobre gestão e liderança.

Isso não tornou as coisas mais fáceis. Mas tornou o peso menor.

Passei a entender que uma parte importante do meu papel não está nas decisões que eu tomo, embora algumas delas sejam importantes e façam parte da responsabilidade de estar nessa posição. Está principalmente em criar as condições para que as milhares de pessoas que trabalham no CAS possam tomar as melhores decisões todos os dias. Algumas individualmente, outras em seus times e muitas em colegiados.

Para isso, precisamos compartilhar valores, dar contexto, autonomia e espaço para que as pessoas possam contribuir, discordar, aprender e construir juntas. E precisamos aceitar que uma organização não cresce em uma linha reta. Haverá altos e baixos, momentos de maior e menor performance, projetos que avançam e outros que precisam ser repensados.

O que importa é conseguir enxergar a tendência, fortalecer as bases e seguir melhorando os resultados sem perder de vista uma coisa que considero essencial: as pessoas precisam crescer junto com a organização.

Depois de quatro anos, talvez essa seja uma das coisas que mais tenha mudado na minha maneira de enxergar a liderança. Não precisamos ocupar uma posição tentando ser iguais a quem veio antes. Precisamos entender a responsabilidade daquela posição e encontrar a nossa própria maneira, coerente com nossos valores, de fazer aquilo que a organização precisa.

Tenho muita gratidão ao João Tavares, não apenas pelo legado que deixou no CAS, mas também por ter sido um dos mentores que me ajudaram a chegar até aqui.

E tenho muita gratidão às pessoas que fazem o CAS todos os dias buscando dar o melhor as nossas cooperativas. É com elas que construímos os resultados, atravessamos os momentos difíceis, aprendemos e seguimos evoluindo.

Quatro anos depois, continuo aprendendo com pessoas fantásticas. Talvez essa seja a melhor parte de estar nessa posição.

publicado originalmente no Linkedin

Outras Notícias

Domínio Global Consultoria Web