O governo do Chile anunciou nesta quarta-feira (29/07) um decreto de emergência sanitária preventiva por um possível surto de hantavírus no país.
A medida foi ativada após a publicação de um informe que revelou um total de 46 casos oficiais de contágio pelo vírus durante janeiro e julho deste ano, com 18 mortes no total, resultado em uma taxa de letalidade de 39,1%.
Ademais, pouco mais de dez registros foram identificados somente nas duras últimas semanas, em diferentes regiões, tanto no norte quanto no sul do país.
Tais números superam o registrado em todo o ano de 2025, quando houve 44 casos oficiais da doença, com oito mortes no total – uma letalidade de 18,2%.
Com essa decisão, o governo estabeleceu a emergência por hantavírus em 13 das 16 regiões administrativas do país: além da Região Metropolitana, que inclui a capital Santiago, também foram afetadas as de Atacama, Coquimbo, Valparaíso, Libertador, Maule, Ñuble, Bío-Bío, Araucania, Los Ríos, Los Lagos, Aysén e Magallanes.
Segundo a subsecretária de Saúde do Chile, Alejandra Pizarro, “o presidente (José António) Kast está muito preocupado e tomando as providências necessárias para lidar com a situação, já que este ano a letalidade do vírus aumentou, e por isso tivemos que declarar este alerta”.
Além das medidas recentemente adotadas pelo governo chileno, a Organização Panamericana de la Salud (OPAS) mantém desde dezembro de 2025 um alerta epidemiológico pelo aumento de casos no Cone Sul, com foco especial nas regiões mais ao sul do Chile e da Argentina.
A subsecretária de Saúde, junto com equipe técnica da pasta
Ministério da Saúde do Chile
O hantavírus causa uma doença grave chamada hantavirose, transmitida pela inalação de partículas odoríferas exaladas por urina e fezes de ratos, ou pelo contato com superfícies contaminadas com essas mesmas substâncias.
Os sintomas iniciais da hantavirose podem confundir com os de outras enfermidades: febre superior a 37 graus, dor de cabeça, moléstias musculares intensas, fadiga, náuseas e vômitos, que evoluem a alerta crítico quando o quadro passa a incluir sinais de dificuldade respiratória repentina.



