CIA cria ‘força-tarefa secreta’ em Cuba para derrubar governo

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A agência de espionagem norte-americana CIA tem criado secretamente uma força-tarefa para impulsionar o envio de mais agentes, além de recursos financeiros, humanos e técnicos para Cuba, tendo como objetivo exercer ainda mais pressão sobre a ilha, refém de uma das maiores crises humanitárias devido às históricas sanções dos Estados Unidos, além do cerco energético imposto pelo presidente Donald Trump. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times nesta quarta-feira (05/08).

“A força-tarefa começou a adicionar oficiais de caso que recrutam e gerenciam espiões, analistas de inteligência, oficiais que conduzem operações cibernéticas e oficiais especializados em operações de influência secreta”, informou o veículo, de acordo com fontes informadas sobre a ação.

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Já de acordo com o site Politico, as movimentações “podem prenunciar ações que vão desde uma operação militar dos Estados Unidos em Cuba até esforços intensificados para virar oficiais cubanos ou cidadãos comuns contra o regime” do presidente Miguel Díaz-Canel, em meio a um descontentamento local provocado por uma crise que, por sua vez, é fomentada por Washington.

O NYT recordou que em 1960, a CIA promoveu uma invasão fracassada à ilha, mais conhecida como Baía dos Porcos. No entanto, desta vez, em vez de contar com parceiros cubanos organizados, trata-se, a priori, de um trabalho norte-americano que adota a tática de “criar fissuras entre a elite política cubana”, pressionar as pessoas a substituírem os políticos antiamericanos por “líderes mais práticos e mais receptivos às exigências de Trump”.

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“As intenções aqui não são surpresa, já que Cuba há muito tempo é alvo dos esforços da CIA em espionagem, subversão e desestabilização, incluindo terrorismo”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, ao The Times

A agência de espionagem norte-americana CIA tem criado secretamente uma força-tarefa para impulsionar o envio de mais agentes para Cuba
Presidencia de Cuba

A ação da CIA coincide com os esforços intensificados das agências de inteligência dos EUA para obter uma melhor compreensão da situação em Cuba, conforme o NYT. Recentemente, Washington tem enviado mais recursos de inteligência à ilha socialista. No documento conhecido como Marco Nacional de Prioridades de Inteligência (NIPF, na sigla em inglês), cada gestão norte-americana tende a estabelecer as prioridades de coleta de inteligência.

No caso da recente, a gestão Trump designa Cuba como uma “Prioridade 1” da NIPF. Nessa mesma categoria, estão outros países como China, Irã e Rússia. Por essa razão, as agências de inteligência norte-americanas começaram a direcionar mais ativos de coleta de inteligência, incluindo satélites, conforme a NYT.

“A inteligência ajudará o exército dos EUA a atualizar suas opções para uma possível ação militar contra Cuba, caso Trump opte por esse caminho. Antes do aumento de informações, oficiais militares e de inteligência dos EUA reclamavam de informações desatualizadas; a nova inteligência lhes dará uma melhor noção das intenções, capacidades militares e defesas cubanas”, relata o veículo.

Por sua vez, oficiais da força-tarefa contra Cuba podem buscar informações internas sobre as atividades dos líderes cubanos e, eventualmente, a agência pode divulgar publicamente dados para tentar influenciar a opinião pública local.

Em maio deste ano, Trump enviou seu diretor da CIA, John Ratcliffe, a Havana para se encontrar com Raúl G. Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro. Na ocasião, Washington advertiu a liderança cubana a realizar reformas estruturais para não virar “a próxima Venezuela” que, em 3 de janeiro, foi invadida pelas forças norte-americanas, o que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro.



Fonte: Opera Mundi

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