
O ciclista Roberto Neto (Santos Cycling Team/Fupes) é um dos destaques da delegação brasileira nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, na Colômbia. Competindo na classe C2, ele conquistou duas medalhas de ouro, nas provas de contrarrelógio e de estrada. Foram as primeiras vitórias de Neto fora do Brasil.
Na prova de contrarrelógio, foi o mais rápido ao completar o percurso em 26min00s68, terminando 33 segundos à frente do colombiano Esneider Muñoz. O chileno Manuel Opazo ficou com a medalha de bronze.

Já na prova de resistência, disputada em um percurso de 45 quilômetros, Neto garantiu o segundo ouro ao cruzar a linha de chegada em 1h15min10s. Esneider Muñoz voltou a ficar com a prata, 2min06s atrás do brasileiro, enquanto o panamenho Esteban Goddard completou o pódio.
“Ganhar essa competição aqui, representando o Brasil em alto rendimento, é uma satisfação muito grande”, comemorou Neto.
Os resultados confirmam a excelente fase do atleta. Em abril, ele foi um dos principais nomes do Brasil no Campeonato Pan-Americano de Paraciclismo, em Indaiatuba (SP), ao conquistar seis medalhas: duas de ouro, justamente nas provas de contrarrelógio e estrada, além de três pratas e um bronze.

Neto compete na classe C2, destinada a atletas que utilizam bicicletas convencionais. Após sofrer um acidente de moto em 2006, passou por amputação da perna esquerda. No ano seguinte encontrou no esporte uma ferramenta de inclusão e qualidade de vida e, em 2012, iniciou sua trajetória no ciclismo.
Mesmo em ascensão na modalidade, interrompeu a carreira em 2018 para se dedicar ao negócio da família. O retorno aconteceu em 2024, motivado pelo sonho de disputar os Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028. “Eu sabia que não tinha fechado um ciclo na minha vida. Havia um sonho lá dentro sempre me cutucando. Ainda tinha algo no ciclismo para realizar”, afirmou o atleta de 39 anos.
Na Colômbia, Neto está acompanhado pelo coordenador técnico da Santos Cycling Team, Claudio Diegues, que também integra a comissão técnica da seleção brasileira paralímpica, e pelo companheiro de equipe Dirceu Almeida, da classe C4.

Para Diegues, os resultados reforçam o potencial do atleta em uma categoria muito competitiva do paraciclismo internacional. “Estamos felizes com essas medalhas. O Neto é uma aposta na classe C2, muito disputada internacionalmente, e feliz por ele conseguir traduzir a nossa esperança em medalhas, melhor ainda, de ouro. O caminho está sendo forjado para que o Brasil consiga ter o maior número de atletas e brigar por mais medalhas nas Paralimpíadas”, destacou.
Além da Fundação Pró-Esporte de Santos (Fupes), a Santos Cycling Team conta, nesta temporada, com o apoio do Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), por meio da Associação Santista Paradesportiva.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS.
Fotos: Marcello Zambrana/CPB
Fonte: Prefeitura de Santos


