
Daiane Katiuscia
Setembro está se encerrando, mas o convite que ele nos traz precisa permanecer: falar sobre a vida, sobre o que nos faz ficar, sobre os vínculos que nos sustentam e, principalmente, sobre olhar com mais carinho para a mãe, que tantas vezes coloca as necessidades de todos à frente das suas.🌷
Na maternidade, é comum que as próprias necessidades fiquem em segundo plano. Entre noites mal dormidas, cobranças, culpa e a sensação de precisar dar conta de tudo, muitas mães acabam deixando a própria saúde emocional de lado.
Mas a mãe também precisa de atenção, acolhimento e amparo.
Tristeza persistente, ansiedade intensa, desesperança, alterações importantes no sono, isolamento ou a perda de interesse pela vida e pelas coisas que antes traziam alegria são sinais que não devem ser ignorados.
Não é preciso esperar chegar ao limite para pedir ajuda. Falar sobre o que sente, aceitar apoio e procurar um profissional de saúde são atitudes de coragem e respeito por si mesma.
Se setembro nos lembrou que falar sobre suicídio também é falar sobre vida, que outubro, novembro e todos os meses nos lembrem de abrir espaço para o diálogo, acolher sem julgamentos e perceber quando uma mãe precisa de apoio.
Você não precisa dar conta de tudo sozinha. Você também merece colo, escuta e acolhimento.
Por trás de cada sorriso e de cada lágrima, existe uma história, sentimentos e necessidades que também merecem espaço.
Que nenhuma mãe se esqueça: sua vida tem valor, sua história importa e você também merece ser cuidada.
Se estiver vivendo um momento de sofrimento intenso ou pensando em tirar a própria vida, procure ajuda agora. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia. Em emergência, procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo ou SAMU 192.
Que a vida prevaleça, com mais escuta, mais presença, mais acolhimento e esperança!💛


