Poucos dias antes do exercício anual Ulchi Freedom Shield (UFS) entre Coreia do Sul e Estados Unidos, marcado entre 17 e 27 de agosto, na capital Seul, a Coreia do Norte lançou, em menos de uma semana, dois mísseis balísticos em direção ao Mar do Leste.
O lançamento mais recente ocorreu nesta quarta-feira (12/08), enquanto a anterior, no dia 6, conforme as autoridades sul-coreanas. Apesar de o governo norte-coreano não ter emitido comentários imediatos à respeito das recentes ações militares, ele tem condenado repetidamente o que descreve como “exercícios de invasão” realizados por Seul e Washington e que ameaçam a sua soberania.
O Estado-Maior Conjunto (JCS, na sigla em inglês) da Coreia do Sul detalhou que o míssil balístico norte-coreano partiu da área de Wonsan, uma cidade portuária que abriga uma base naval, na província de Kangwon. Conforme o órgão, o projétil voou por mais de 700 quilômetros antes de pousar nas águas que ficam entre a Península Coreana e o Japão.
O Ministério do Interior e Segurança Nacional sul-coreano afirmou ter realizado uma “reunião de revisão emergencial da situação de segurança” com os organismos competentes, incluindo a pasta da Defesa Nacional e o JCS, exigindo que Pyongyang suspenda suas ações militares.
Coreia do Sul e Estados Unidos realizam exercício anual Ulchi Freedom Shield (UFS) entre 17 a 27 de agosto
Reprodução/Joint Press Corps
A operação realizada entre Seul e Washington no âmbito do Ulchi Freedom Shield foi anunciada no início desta semana pelo Comando das Forças Combinadas. Ela envolve cerca de 18 mil soldados sul-coreanos e aproximadamente 28.500 tropas norte-americanas estabelecidas no país asiático. Ambas as nações alegam que o treinamento militar tem fins defensivos diante de um vizinho que possui armas nucleares e continua desenvolvendo suas capacidades militares.
O exercício também ocorre particularmente em um momento específico em que a Coreia do Norte e a Rússia estreitam seus laços nas mais diversas áreas, incluindo comerciais e econômicos, científicos e tecnológicos, bem como culturais e humanitários, havendo também cooperação entre os partidos políticos. Os países aliados assinaram, em junho, um Tratado de Parceria Estratégica Abrangente, elevando as relações bilaterais a um novo patamar.



