O cenário político brasileiro é marcado por um fenômeno intrigante e profundamente desconcertante: a ascensão meteórica de figuras que, antes de ingressarem na vida pública, acumulavam fracassos financeiros, dívidas e, em muitos casos, carreiras profissionais medíocres ou inexistentes.
Homens e mulheres, autênticos “quebrados”, “falidos” ou simplesmente “manés”, que, da noite para o dia, ao conquistarem um mandato, revelam-se “cases de sucesso”, “empreendedores” arrojados e proprietários de patrimônios milionários que desafiam a lógica do trabalho árduo e do suor.
Qual é o segredo por trás dessa mágica transformação? Onde estavam ocultos esses talentos empreendedores e essa capacidade de gerar riqueza antes da posse? Por que essas mesmas pessoas não foram capazes de auferir renda, criar empresas ou construir uma carreira sólida no mercado de trabalho tradicional, suando a camisa como a imensa maioria dos brasileiros?
A resposta a essas perguntas é dolorosamente óbvia e dolorosamente corrupta: o segredo não está no talento, no empreendedorismo ou na competência, mas na apropriação do Estado e na exploração do erário público.
A política no Brasil transformou-se, para muitos, não em um serviço à comunidade ou um compromisso com o bem comum, mas em um negócio lucrativo e na forma mais rápida e segura de enriquecimento pessoal.
A “revelação” desses “cases de sucesso” coincide exatamente com o acesso a verbas públicas, a contratos superfaturados, a esquemas de rachadinhas e a influência política para benefício próprio.
É o “empreendedorismo golpista” que se alimenta da miséria e da ignorância da população. O segredo é a impunidade e a fragilidade dos mecanismos de fiscalização e punição.
Enquanto esses políticos enriquecem à custa do povo, a maioria dos brasileiros luta diariamente para sobreviver com salários miseráveis, sofrendo com a falta de serviços públicos básicos de qualidade e com a desigualdade social.
A pergunta que o Portal GPN faz é: até quando, brasileiros, servireis de pasto e ponte para esse tipo de gente? Até quando continuaremos a ser cúmplices dessa pilhagem, elegendo e reelegendo figuras que só lembram da nossa existência a cada quatro anos e que usam o nosso voto como moeda de troca para o seu próprio enriquecimento?
É preciso acordar para a realidade e exigir ética, transparência e responsabilidade na política. O futuro do país depende da nossa consciência e do nosso voto.


