A União Elétrica Cubana registrou na noite deste domingo (02/08) um novo apagão nacional do Sistema Nacional de Energia Elétrica (SEN), tratando-se do segundo episódio do tipo consecutivo que atinge a ilha em meio à intensificação do bloqueio econômico e cerco energético imposto pelo governo dos Estados Unidos.
“Ocorre uma desconexão total do Sistema Nacional de Energia Eletroelétrica”, de acordo com o anúncio oficial divulgado em redes sociais. No sábado (01/08), o país caribenho também registrou uma interrupção parcial, deixando cinco das 15 províncias cubanas em total escuridão: Pinar del Río, Artemisa, Mayabeque, Havana e Matanza.
🔴 22:43 || Ocurre una desconexión total del Sistema Electroenergético Nacional.
👉 Continuaremos informando. pic.twitter.com/X1hPn8mpah
— Unión Eléctrica de Cuba (@OSDE_UNE) August 3, 2026
A sucessão de falhas representa a situação crítica pela qual o setor energético cubano passa sob uma pressão sem precedentes do governo norte-americano. Desde o começo do ano, a ilha onde 9,4 milhões de habitantes residem registrou um total de seis apagões generalizados. Já desde o final de 2024, os cortes massivos totalizam 11.
Washington mantém um bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. Desde que o presidente Donald Trump assumiu a Presidência em janeiro de 2025, a Casa Branca alegou que o país é um patrocinador do terrorismo e endureceu suas medidas de sufoco contra a ilha. Em outros momentos, o republicano chegou a expressar sua disposição em usar a força contra Havana, que, por sua vez, classifica as ações norte-americanas como um “genocídio”.
A gestão Trump mantém um ativo destacamento militar no mar do Caribe com tropas do Comando Sul dos Estados Unidos, e já admitiu repetidamente que seu objetivo é impedir que Havana obtenha qualquer tipo de renda econômica e até mesmo bloquear o fornecimento de petróleo, fundamental para as necessidades do cotidiano do país.
Diante dessa situação, as autoridades cubanas ativaram seus protocolos de contingência para priorizar serviços essenciais, como hospitais, centros de saúde e fontes de abastecimento de água.
(*) Com Telesur



