Diabetes tipo 1 na infância: conheça os alertas e onde buscar atendimento em Santos

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menina é examinada no dedo #paratodosverem

Ao contrário do que muitos imaginam, crianças sem histórico familiar também podem desenvolver diabetes tipo 1. A doença ocorre quando o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, hormônio que permite a entrada da glicose nas células para ser utilizada como fonte de energia.

Embora a causa exata ainda não seja conhecida, fatores genéticos e ambientais estão associados ao desenvolvimento da doença. Em algumas pessoas, infecções virais podem atuar como gatilho para o processo autoimune.

Por isso, o acompanhamento médico regular e a realização de exames quando houver suspeita são fundamentais para o diagnóstico precoce. O alerta é do Centro de Referência do Diabetes Tipo 1, localizado no Ambulatório de Especialidades Dr. Nelson Teixeira (Ambesp-NT), na Rua Dr. Manoel Tourinho, 395, no Macuco,  administrado pelo Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Ishaoc).

Atualmente, 25% dos pacientes atendidos na unidade têm até 18 anos. São 105 crianças e adolescentes entre os 415 pacientes em acompanhamento.  

“Alguns sinais surgem de forma repentina e podem indicar o diabetes tipo 1, como sede excessiva, aumento da vontade de urinar, fome intensa, perda de peso sem explicação, cansaço e visão turva. Vômitos e dor abdominal também podem estar associados ao quadro”, explica a endocrinologista Dinah Politi, do Ambesp-NT.

O sucesso do tratamento na infância depende da atuação integrada da equipe multiprofissional, da participação da família e do desenvolvimento do autocuidado, que deve ser estimulado à medida que a criança compreende sua condição de saúde.

O Centro de Referência do Diabetes Tipo 1 funciona desde novembro de 2020 e conta com equipe formada por enfermeira, endocrinologista, psicóloga, nutricionista, farmacêutica e assistente social. Os profissionais elaboram um plano terapêutico individualizado para cada paciente, em parceria com a criança e seus responsáveis.

Esse acompanhamento multidisciplinar contribui para melhorar a qualidade de vida, reduzir internações e prevenir complicações a longo prazo. O suporte psicológico, nutricional e educacional também favorece a compreensão da doença e a adesão ao tratamento.

APROVEITAMENTO ESCOLAR

Quando o diabetes não está adequadamente controlado, o desempenho escolar também pode ser afetado. “Alterações nos níveis de glicemia podem provocar confusão mental, visão turva, tontura e até desmaios. Por isso, é importante que os profissionais da escola conheçam o diagnóstico da criança e saibam como agir caso seja necessário”, destaca Dinah.

COMO TER ACESSO AO SERVIÇO

Após o diagnóstico realizado na policlínica, o paciente é encaminhado ao Centro de Referência do Diabetes Tipo 1.

Não é necessário agendamento prévio. Basta comparecer ao Ambesp-NT, na Rua Dr. Manoel Tourinho, 395, no Macuco, com o encaminhamento da policlínica. O acolhimento é realizado pela equipe de enfermagem, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, quando também são agendadas as consultas seguintes.

O atendimento por livre demanda agiliza o início do acompanhamento multidisciplinar, favorecendo a adesão ao tratamento e a qualidade de vida.

 

 

Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS

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Fonte: Prefeitura de Santos

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