Em tempos de incerteza, o Brasil se vê diante de uma encruzilhada moral e histórica. A ascensão de projetos políticos que flertam com o autoritarismo, o negacionismo e a violência não é apenas uma ameaça às instituições — é um ataque direto à dignidade humana.
Governos de extrema-direita, em qualquer parte do mundo, tendem a transformar o medo em ferramenta de poder. Alimentam o ódio, banalizam o sofrimento e justificam atrocidades em nome de uma falsa ordem. Quando o Estado passa a tolerar o feminicídio, o estupro, a fome e o desprezo pela ciência, o que se instala não é força — é barbárie.
O negacionismo da ciência e a antivacinação são sintomas de uma sociedade que perdeu o senso de responsabilidade coletiva. A recusa em proteger os mais vulneráveis é o retrato de um país que esqueceu o valor da empatia.
O Brasil não pode se permitir mergulhar novamente no caos da intolerância e da destruição. A democracia é frágil — e sua ruína começa quando o cidadão se cala diante do absurdo. Não se trata de escolher entre A ou B, mas entre civilização e colapso.
A história já mostrou o que acontece quando o extremismo toma o poder: o medo vira lei, a verdade é distorcida, e o povo se torna refém da própria indiferença. Ainda há tempo de despertar. O futuro dos filhos e netos depende da coragem de dizer não à insanidade e sim à vida, à ciência e à liberdade.


