O bloco da oposição ganharia 69 cadeiras nas eleições de Israel, mas teria apenas 58, já que os partidos judaicos continuam boicotando as legendas árabes. É o que aponta a nova pesquisa do Canal 13 publicada nesta quarta-feira (05/08).
A enquete também projeta que a atual coalizão governamental teria 51 cadeiras, enquanto os partidos árabes teriam 11. Além disso, o Yashar, de Gadi Eisenkot, se mantém como o maior partido, com 23 assentos, enquanto o Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, perdeu uma cadeira em relação à pesquisa anterior, ficando com 22.
O partido Together, de Naftali Bennett, ganharia 13 cadeiras, enquanto os Democratas ganhariam 2 cadeiras, chegando a 11. O Yisrael Beiteinu ganharia 1 cadeira, também chegando a 11. O Otzma Yehudit ganharia 9, uma cadeira acima da pesquisa anterior.
Nos partidos árabes, o Hadash-Ta’al ganharia 2 cadeiras, chegando a 6, enquanto a Lista Árabe Unida mantém-se estável com cinco.
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A pesquisa também testou um cenário no qual Yoav Segalovitz, do partido Together, se junta à Lista Árabe Unida (UAL), enquanto o Hadash-Ta’al concorre em conjunto com o Balad. Nesse cenário, a UAL chegaria a sete cadeiras, ao passo que uma aliança Hadash-Ta’al-Balad conquistaria oito. Os partidos árabes passariam a deter, juntos, 15 cadeiras; a coalizão cairia para 49 cadeiras; e os partidos de oposição que rejeitam a cooperação com as facções árabes recuariam para 56 cadeiras.
O Judaísmo Unido da Torá perderia uma cadeira, caindo para 8. O Shas, liderado por Aryeh Deri, permanece inalterado com sete. O Sionismo Religioso ganharia uma cadeira, chegando a 5. A pesquisa aponta que o partido Lar Sionista, liderado por Yoaz Hendel e Chili Tropper, não conseguiria atingir o limite eleitoral.
A pesquisa foi realizada pelo Madad (Shmuel Rosner e Noah Slepkov) em cooperação com o Midgam Project (Dr. Ariel Ayalon), a Askararia (Dudi Dror) e a Statnet (Youssef Makladeh). O levantamento entrevistou 988 pessoas, com uma margem de erro de 3,7%.
Fonte: Opera Mundi


