EMBRIAGADO, COM CNH CASSADA E AO VOLANTE: CASAL MORRE APÓS SER ATROPELADO EM VIADUTO DE SP

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Tragédia na Zona Leste reacende debate sobre motoristas que insistem em dirigir sob efeito de álcool; para especialistas e famílias de vítimas, punição precisa ser rigorosa quando a imprudência termina em morte

A madrugada desta segunda-feira (3) terminou em tragédia na Vila Matilde, na Zona Leste de São Paulo. Um casal que caminhava pela calçada de um viaduto foi atingido por um carro conduzido, segundo a polícia, por um motorista embriagado. Os dois morreram.

As vítimas foram identificadas como Nilson Leite Batista, de 56 anos, e Maria Gorete Saraiva, de 58.

De acordo com a reportagem da Band, o motorista, identificado como Juliano Franco Fontes, dirigia em alta velocidade quando perdeu o controle do veículo e atingiu o casal. Com a violência da colisão, Maria Gorete foi arremessada do viaduto e caiu de aproximadamente cinco metros de altura. Ela morreu ainda no local. Nilson também foi lançado para a pista, recebeu atendimento médico e chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu.

EMBRIAGUEZ FOI CONFIRMADA POR EXAME

O motorista se recusou a realizar o teste do bafômetro no local. Segundo a Band, ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde um exame clínico constatou seu estado de embriaguez.

Ainda segundo informações policiais divulgadas pela reportagem, o condutor chegou à delegacia dormindo em razão do elevado nível de embriaguez.

O caso ganha contornos ainda mais graves porque, conforme a apuração policial citada pela Band, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista estava cassada desde 2021.

Ele foi preso em flagrante e encaminhado para audiência de custódia.

ÁLCOOL E VOLANTE: UMA COMBINAÇÃO QUE PODE MATAR

A pergunta que precisa ser feita depois de uma tragédia como essa é simples:

Até quando a sociedade vai aceitar que alguém coloque deliberadamente a própria vida e a vida de pessoas inocentes em risco ao dirigir embriagado?

Beber e dirigir não é um acidente inevitável.

É uma escolha.

Quem decide assumir o volante depois de consumir álcool sabe — ou deveria saber — que sua capacidade de reação, julgamento e controle do veículo pode estar comprometida.

E quando essa escolha termina na morte de pessoas inocentes, o debate sobre responsabilidade precisa ser levado a sério.

Não se trata de defender vingança.

Trata-se de defender responsabilização proporcional à gravidade do resultado e respeito às vítimas.

QUANDO A IMPRUDÊNCIA TERMINA EM MORTE

Um motorista embriagado não está apenas colocando a própria vida em risco. Ele transforma o carro em uma potencial arma contra todos que estão ao seu redor.

Pedestres, motociclistas, ciclistas, passageiros e outros motoristas não têm como escolher quem estará sóbrio ao volante.

Nilson e Maria Gorete estavam simplesmente caminhando.

Não estavam participando de uma disputa, não estavam atravessando uma pista em alta velocidade e não estavam procurando qualquer situação de risco.

Estavam na calçada.

E morreram.

Essa é a dimensão humana que não pode desaparecer atrás dos números de uma ocorrência policial.

PUNIÇÃO RIGOROSA, MAS DENTRO DA LEI

Casos como esse precisam ser investigados com rigor e julgados de acordo com a legislação, garantindo-se o devido processo legal e o direito de defesa.

Mas isso não significa aceitar impunidade.

Quando a Justiça comprova que um motorista deliberadamente assumiu o risco de dirigir embriagado e essa conduta provocou mortes, a resposta penal precisa ser firme e compatível com a gravidade do caso.

A sociedade não pode transmitir a mensagem de que dirigir bêbado é uma infração banal.

Não é.

Uma decisão irresponsável diante de um volante pode destruir duas famílias em segundos.

DUAS VIDAS INTERROMPIDAS

Por trás da ocorrência policial existem duas histórias que terminaram de maneira brutal.

Nilson Leite Batista, 56 anos.

Maria Gorete Saraiva, 58 anos.

Duas pessoas que não voltarão para casa.

Duas famílias que terão de conviver para sempre com a ausência.

E tudo isso transforma uma pergunta em obrigação:

Quanto vale uma vida perdida por uma decisão irresponsável ao volante?

A resposta deveria ser clara para toda a sociedade: vida humana não pode ser tratada como consequência aceitável da irresponsabilidade de quem dirige embriagado.

A fiscalização precisa funcionar.

A prevenção precisa funcionar.

E, quando houver crime comprovado, a Justiça precisa responsabilizar com rigor quem causou a tragédia.

Porque dirigir bêbado não é diversão.

Não é coragem.

Não é “azar”.

É uma escolha que pode matar.

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