A Polícia Civil abriu investigação sobre um escândalo em Presidente Prudente: estudantes universitárias foram alvo de um ranking sexual criado e divulgado por colegas, um ato abusivo, degradante e que fere frontalmente a dignidade das mulheres. O caso, ocorrido no curso de Psicologia da Unoeste, gerou forte repercussão, protestos e indignação da comunidade acadêmica e da sociedade civil.
O ato abusivo
- Ranking sexual: Universitárias foram listadas e avaliadas de forma misógina e ofensiva, transformando sua intimidade em objeto de escárnio.
- Violência simbólica: O episódio reforça práticas de misoginia e violência contra mulheres que não podem ser normalizadas no ambiente acadêmico.
- Investigação policial: A Polícia Civil apura os responsáveis e pode enquadrar o caso em crimes de injúria, difamação e violência psicológica.
Reação social
- Protestos: Estudantes e movimentos sociais se manifestaram contra o abuso, exigindo punição exemplar.
- Indignação pública: O episódio foi visto como um ataque à dignidade feminina e à credibilidade da universidade.
- Pressão institucional: A comunidade cobra da Unoeste medidas duras, incluindo expulsão dos envolvidos.
Responsabilidade da universidade
A reitoria da Unoeste não pode se limitar a notas de repúdio. É necessário agir com rigor: expulsar os responsáveis, reforçar políticas de combate à violência de gênero e garantir que o ambiente acadêmico seja seguro e respeitoso. A omissão institucional seria cúmplice da violência.
Reflexão crítica
O escândalo em Prudente expõe como ainda persiste a cultura de objetificação das mulheres, mesmo em espaços que deveriam ser de formação ética e científica. A punição precisa ser exemplar, com responsabilização criminal e acadêmica. Mais do que isso, é preciso transformar a universidade em espaço de respeito e igualdade.


