Fazenda do Sul de Minas potencializa nascentes, fortalece água subterrânea e obtém Pagamento por Serviços Ambientais – PSA

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Modelo de gestão com Prestação de Serviços Ambientais (PSA) alia floresta nativa e monitoramento técnico para melhorar recursos hídricos e valorizar terras no Sul de Minas.

O mundo entrou oficialmente em um estado de “falência hídrica”. O alerta, disparado pelo relatório Global Water Bankruptcy da ONU em janeiro de 2026, reflete uma realidade que o Brasil já sente na pele: em 2024 e 2025, pela primeira vez, as cinco maiores bacias hidrográficas do país enfrentam escassez simultânea. Dados do MapBiomas revelam que o Brasil perdeu 15% de sua superfície de água doce nas últimas três décadas.

Diante desse colapso estrutural, onde rios e a…
[7:03 PM, 02/06/2026] Ass ImpIsabella Lima: Goiás ocupa o segundo lugar em pedidos de recuperação judicial no campo; advogado explica como evitar que o financiamento vire nova dívida
Com Goiás ocupando o segundo lugar nacional em pedidos de recuperação judicial, especialista orienta produtores a buscarem a reestruturação legal antes do vencimento para proteger o patrimônio familiar.

O encerramento do ciclo da safrinha e o início do planejamento para a safra 2026/2027 trazem um cenário de extrema complexidade para o produtor rural em Goiás. A combinação severa entre fatores climáticos, como a estiagem prolongada mapeada pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e a ameaça de frentes frias, somada aos altos custos de produção e à queda no preço das commodities pressiona fortemente o setor. Sem um cálculo rigoroso de gestão, o risco real é de que o financiamento desenhado para salvar o próximo ciclo se transforme em uma nova e impagável dívida.

Esse “efeito tesoura” (custo de insumos elevado versus preço de venda baixo) tem levado um número recorde de produtores ao limite financeiro. De acordo com o Indicador de Recuperação Judicial da Serasa Experian, o agronegócio brasileiro registrou o recorde histórico de 1.990 pedidos de recuperação judicial, um salto de 56,4% impulsionado por juros altos e quebras climáticas. No recorte regional da pesquisa, Goiás figura na 2ª posição do ranking nacional, com 296 pedidos de recuperação judicial, concentrados principalmente nas cadeias produtivas de grãos, como soja e milho.

O erro da renegociação automática
Diante desse sufoco no caixa, a tendência natural do produtor tem sido buscar os bancos para tentar rolar a dívida. É aí que mora o perigo. O advogado especialista em direito do agronegócio, Pedro Henrique Oliveira Santos, adverte que o produtor não deve confiar cegamente nas propostas automáticas de balcão das instituições financeiras.

“Quando o produtor tenta renegociar diretamente com os bancos em momentos de crise, frequentemente encontra propostas abusivas. O erro mais comum é aceitar refinanciamentos que elevam as taxas de juros a patamares que a receita da propriedade não consegue acompanhar. Financiamento não é renda, e rolar o caixa sem recalcular a margem real da próxima safra é criar uma bola de neve financeira.”

Estratégia legal para proteger o patrimônio
Os dados oficiais da Serasa Experian revelam outro ponto crucial: a crise tem batido com muita força no CPF do produtor, afetando diretamente as pessoas físicas (que somaram 853 pedidos no país) e os arranjos familiares. Para evitar que a situação se agrave e resulte na perda de bens, Pedro Henrique defende a estratégia da antecipação. O produtor deve agir antes do vencimento das parcelas para reestruturar o fluxo de caixa de forma legal e segura.

“O produtor entende tudo do seu negócio da porteira para dentro. Mas, quando o problema é financeiro e envolve bancos, tradings ou revendas, o maior aliado dele deve ser um advogado especializado”, explica o especialista. É essa assessoria técnica que vai garantir que o nome do produtor permaneça limpo e que o cronograma de pagamentos seja ajustado à sua real capacidade de produção.

A grande vantagem de uma reestruturação jurídica estratégica é permitir que o produtor:

  • Mantenha-se ativo na atividade agrícola ou pecuária;
  • Preserve o acesso a novas linhas de crédito essenciais para o plantio;
  • Pague as dívidas com o resultado da sua produção, e não por meio da venda forçada ou perda de maquinários e terras em ações de execução.

O direito à prorrogação

Diferente do que o mercado de crédito muitas vezes impõe no balcão, o alongamento da dívida rural não é um favor ou uma escolha do banco, mas um direito garantido por lei. O Manual de Crédito Rural (MCR 2.6.4) prevê que, em casos de frustração de safra por motivos climáticos (como a seca recente no Centro-Oeste) ou crises severas de mercado, o prolongamento deve ser concedido mantendo-se as taxas originais, sem exigências abusivas de novas garantias.

Sobre o advogado: Pedro Henrique Oliveira Santos é advogado especializado em Direito do Agronegócio, com foco na proteção financeira de produtores e empresas do setor. Atua diretamente em renegociação de dívidas e na defesa de propriedades rurais diante do endividamento. É pós-graduado em Direito do Agronegócio e Direito Agrário, com formação em Recuperação Judicial no Agronegócio.

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