Foto-Arquivo do então presidente Bolsonaro e o seu outrora Ministro da Justiça, André Mendonça, que foi indicado para ser Ministro do STF como “terrivelmente evangélico”. by Alan Santos
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito divulgou uma carta aberta cobrando transparência do ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master no STF. O movimento pede a retirada do sigilo de documentos e informações que não comprometam o andamento das apurações.
Contexto da Cobrança
- Data: 10 de setembro de 2026
- Local: Brasília, com repercussão nacional
- Motivo: investigações envolvendo o Banco Master, conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal.
- Autor da cobrança: Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, formada por presbiterianos, batistas, metodistas, luteranos, pentecostais e outras tradições cristãs.
Conteúdo da Carta Aberta
- Transparência: pedido para que Mendonça libere documentos, mensagens e decisões que não prejudiquem as investigações.
- Crítica à divulgação seletiva: o movimento afirma que “a verdade não pode aparecer aos pedaços, escolhida conforme a conveniência do momento”.
- Responsabilidade ampliada: lembrando que Mendonça foi indicado ao STF como “terrivelmente evangélico”, a Frente afirma que sua identificação pública com a fé cristã exige imparcialidade e justiça igual para todos.
- Exortação entre irmãos: o texto reforça que a cobrança é feita em espírito de fraternidade, mas com firmeza.
- Alerta político: a fé não deve ser usada como “escudo, palanque ou instrumento eleitoral”.
Impacto Político e Institucional
- A manifestação ocorre em meio à ebulição institucional e à agitação política provocada pelo caso Master.
- O pedido de transparência busca evitar que o processo seja visto como parcial ou manipulado.
- A cobrança pública de um ministro do STF por um movimento religioso é incomum e amplia o debate sobre a relação entre fé e política.
Reflexão
O episódio mostra como setores da sociedade civil, inclusive religiosos, estão atentos à necessidade de transparência e imparcialidade nas instituições. A pressão sobre Mendonça evidencia que sua identidade pública como evangélico traz responsabilidades adicionais diante da comunidade que o acompanha.


