Investigação sobre morte de criança autista em Marília deve reconstituir últimos passos da vítima

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Legenda→ postagem do encontro do par de chinelos da vítima feita pela irmã nas redes sociais

Marco Aurélio Zaparolli, da redação do Portal GPN

colaborou; Rosana Germano

A investigação sobre a morte do menino João Raspante Neto, de 12 anos, encontrado sem vida após desaparecer na tarde de terça-feira (6), deverá seguir uma série de procedimentos periciais e técnicos para esclarecer as circunstâncias do caso.

De acordo com protocolos adotados em ocorrências dessa natureza, exames periciais serão fundamentais para determinar a causa da morte (causa mortis). A análise levará em consideração o local onde o corpo foi encontrado — um rio na região — além de possíveis vestígios que possam indicar o que ocorreu nas horas que antecederam o falecimento.

Outro ponto central da apuração será a reconstituição do trajeto percorrido pela vítima. Investigadores devem buscar identificar o caminho feito por João desde o momento em que saiu da residência até o local onde foi localizado, aproximadamente sete horas depois.

Para isso, a polícia deve recorrer a diferentes recursos, como:

  • imagens de câmeras de segurança, caso existam na região
  • coleta de vestígios ao longo do possível trajeto
  • depoimentos de testemunhas e moradores

A oitiva de pessoas que possam ter visto o menino durante o período de desaparecimento será considerada essencial para o avanço das investigações.

Até o momento, detalhes sobre a geografia exata do local ainda não foram divulgados oficialmente, o que também deverá ser analisado pelas equipes técnicas, especialmente em relação a fatores ambientais que possam ter influenciado o desfecho.

O caso ganha contornos ainda mais sensíveis pelo fato de João ser diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) nível 3 de suporte e não verbal. Essa condição implica dificuldades severas de comunicação, o que pode ter limitado sua capacidade de pedir ajuda ou se orientar durante a situação.

A Polícia Civil segue à frente do inquérito e trabalha para reunir todos os elementos necessários à elaboração de um laudo conclusivo, que esclarecerá não apenas a causa da morte, mas também a sequência de fatos que levaram ao trágico desfecho.

A investigação continua em andamento, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos policiais.

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