Itamaraty atualiza número de brasileiros mortos na guerra da Ucrânia

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O Ministério das Relações Exteriores atualizou nesta sexta-feira (17/4) o número de brasileiros mortos e desaparecidos na guerra da Ucrânia. Ao Metrópoles, o Itamaraty informou que foi oficialmente notificado por autoridades ucranianas e russas sobre 30 mortes e 64 casos de brasileiros considerados “desaparecidos em combate” até o momento.

Segundo a chancelaria brasileira, os dados incluem apenas ocorrências formalmente comunicadas pelos governos dos dois países envolvidos no conflito.

O novo balanço representa um aumento em relação aos números divulgados em fevereiro deste ano, quando o Itamaraty registrava 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos.

Um dos casos recentes é o de Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, natural de Rubinéia, no interior de São Paulo. A morte do jovem foi confirmada pela mãe, Clarice Batista de Almeida.

Felipe havia viajado para a Espanha em novembro de 2025 e, sem avisar a família, seguiu para a Ucrânia após se alistar para atuar no conflito.

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Palácio do Itamaraty
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Palácio do Itamaraty

Gustavo Lucena / Metrópoles

Igor Amazonas, estudante da USP que desapareceu em combate na Ucrânia
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Igor Amazonas, estudante da USP que desapareceu em combate na Ucrânia

Imagem cedida ao Metrópoles

Itamaraty atualiza número de brasileiros mortos na guerra da Ucrânia - imagem 3
3 de 4Reprodução/Instagram
Itamaraty atualiza número de brasileiros mortos na guerra da Ucrânia - imagem 4
4 de 4Tom Nicholson/Getty Images

Brasileiros na guerra da Ucrânia

De acordo com o Itamaraty, tem crescido o número de brasileiros que deixam o país para lutar na guerra, muitas vezes sem comunicar parentes.

O recrutamento ocorre, em geral, de forma on-line, por meio de páginas oficiais das Forças Armadas estrangeiras.

Recentemente, a Ucrânia passou a disponibilizar sua plataforma de alistamento em português e a atuar em grupos de WhatsApp, Telegram e Signal para atrair voluntários.

Diante do cenário, o governo brasileiro reforçou um alerta sobre os riscos do alistamento em forças armadas estrangeiras. A chancelaria destaca que a prática pode colocar em risco a integridade física dos cidadãos, limitar a assistência consular e até resultar em responsabilização legal.

Em comunicado, o Itamaraty afirmou que brasileiros que aderem a exércitos estrangeiros podem enfrentar dificuldades para deixar o conflito e não têm garantia de apoio financeiro do governo para retorno ao país.

“Não há obrigatoriedade por parte do poder público para o pagamento de passagens ou o custeio de retorno de cidadãos do exterior”, diz a nota.

A recomendação oficial é que ofertas de participação em conflitos armados sejam recusadas.

O ministério informou ainda que as embaixadas do Brasil em Moscou e Kiev permanecem disponíveis para prestar assistência consular aos brasileiros que estejam na região.



Fonte: Metrópoles

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