Entrevista Exclusiva com Marco Zaparolli: A Defesa da Democracia e o Futuro Soberano do Brasil
REVISTA NOTICIA AO PONTO: Zaparolli, em um cenário político global e nacional cada vez mais polarizado, qual é a importância central de o eleitor brasileiro priorizar candidatos que defendem abertamente as instituições e o regime democrático?
Marco Zaparolli: O voto não é apenas uma escolha individual de gestão; é a ferramenta fundamental de preservação das nossas liberdades. Quando escolhemos candidatos verdadeiramente comprometidos com a democracia, estamos garantindo o direito de discordar, de fiscalizar e de continuar decidindo o futuro do país. A democracia é um sistema dinâmico, mas vulnerável. Sem o compromisso irrestrito dos representantes com as regras do jogo democrático, todo o restante do projeto de nação fica comprometido.
REVISTA NOTICIA AO PONTO: Muitos analistas alertam para os riscos do extremismo e de pautas autoritárias. Qual é o real perigo de a nossa democracia sucumbir caso correntes de cunho fascista ganhem espaço?
Marco Zaparolli: O fascismo não costuma anunciar sua chegada com alarde; ele se infiltra corroendo por dentro as pontes do diálogo, alimentando o ódio e descredibilizando as instituições. Se permitirmos que correntes autoritárias e fascistas tomem conta do cenário político, o custo será a perda gradual — e por vezes irreversível — da nossa liberdade expressa e soberania popular. O resultado do fascismo é sempre o silenciamento da sociedade civil, o aumento da violência institucional e o fim dos direitos fundamentais. A democracia sucumbe quando o eleitor tolera o autoritarismo como método.
REVISTA NOTICIA AO PONTO: A questão da soberania nacional frequentemente entra no debate eleitoral. Como o eleitor deve encarar propostas de governo que prometem a entrega de patrimônios e riquezas estratégicas do Brasil?
Marco Zaparolli: Para continuarmos sendo um povo livre e soberano, qualquer candidatura que prometa a entrega irresponsável das nossas riquezas estratégicas deve ser categoricamente rejeitada e cancelada nas urnas. O patrimônio natural, energético e mineral do Brasil pertence ao povo e às futuras gerações. Entregar esses recursos a interesses externos ou a conglomerados sem compromisso social é rifar o nosso futuro e enfraquecer a autonomia do país na tomada de decisões internacionais.
REVISTA NOTICIA AO PONTO: No campo econômico, como equilibrar a responsabilidade de gestão com os investimentos fundamentais para a população?
Marco Zaparolli: É perfeitamente possível — e necessário — adotar um receituário econômico responsável e rigoroso, sem que isso significar massacrar as áreas sociais essenciais. Ajuste fiscal não pode ser sinônimo de desmonte da educação e da saúde pública. Um governo sério corta privilégios e combate o desperdício, mas preserva e amplia o investimento básico no cidadão. Educação e saúde não são gastos; são investimentos diretos no capital humano e na dignidade do povo.
Jornalismo Independente: E em relação à segurança pública e à gestão dos recursos municipais, quais medidas práticas você considera indispensáveis para fortalecer o Estado?
Marco Zaparolli: Na segurança pública, o governo precisa atuar com firmeza, inteligência e fortalecimento das forças policiais, garantindo a tranquilidade das famílias e o combate efetivo ao crime organizado. Paralelamente, no âmbito local, defendo a criação de comitês municipais de compliance. Esses órgãos devem atuar na fiscalização direta e transparente das políticas públicas e da aplicação das verbas nos municípios. Quando a população e os órgãos de controle fiscalizam de perto como o dinheiro público é gasto, combatemos a corrupção na raiz e garantimos que os serviços essenciais cheguem com qualidade ao cidadão.
Saiba mais sobre o entrevistado:
Marco Aurélio Zaparolli é um jornalista, comunicador e gestor editorial brasileiro, com uma trajetória de mais de cinco décadas dedicadas ao jornalismo de investigação, análise política e imprensa no Brasil.
Trajetória Profissional e Jornalística
- Início na Imprensa Social e Regional: Sua caminhada na comunicação teve início no final dos anos 1980, ingressando no jornalismo social e diário no tradicional jornal Diário, ao lado de nomes como José Maria Zuicker.
- Jornalismo de Investigação e Editorial: Ao longo de mais de 40 anos de carreira, atuou de forma incisiva no jornalismo investigativo, na cobertura política e na opinião editorial.
- Liderança no Grupo Portal de Notícias (GPN): Atua como líder editorial e colunista do Portal GPN, veículo no qual assina artigos de opinião, crônicas e análises sobre política, sociedade e ética humana, além de integrar projetos editoriais da Revista Notícia Ao Ponto.
Serviço Comunitário e Ações Sociais
Além da atuação na imprensa, Zaparolli possui um histórico marcante no voluntariado e no terceiro setor:
- Lions Clubs International: Acumula mais de 25 anos de dedicação ao Lions Clube, tendo liderado iniciativas voltadas à educação, cultura e assistência social.
- Incentivo à Leitura: Foi fundador de clube de serviço focado na literatura em Marília e idealizador de projetos de difusão de leitura, como a criação de bibliotecas comunitárias móveis (Gelatotecas) e a distribuição de livros em espaços públicos.
- Produção Literária: É coautor de obras motivacionais baseadas em suas experiências no trabalho comunitário e organizador/colaborador de coletâneas de poesia e projetos literários voltados para jovens autores.
Filosofia e Estilo Editorial
Nos seus escritos mais recentes e artigos de opinião, Zaparolli aborda temas reflexivos sobre a impermanência, a crítica ao materialismo e à vaidade humana, defendendo a empatia, a humildade e a solidariedade como os verdadeiros pilares da existência humana e do legado comunitário.


