Participante durante um longo período, Vera Alice Pereira da Costa afirma que os ensinamentos adquiridos no grupo seguem presentes em sua rotina mesmo anos após sua participação
No Amor-Exigente, o acolhimento e a orientação têm a proposta de auxiliar na promoção de mudanças que ultrapassem o período dos encontros. Embora o programa seja absolutamente sigiloso, a bacharel em Direito e cozinheira Vera Alice Pereira da Costa decidiu se pronunciar sobre sua passagem pela AMAE (Associação Mariliense de Amor-Exigente) e afirma que ela continua viva e presente mesmo anos depois de ter encerrado sua participação no grupo.
Indicada por uma amiga, a AMAE foi o caminho de superação escolhido por Vera Alice, que frequentou a sede do programa de Amor-Exigente em Marília durante quatro anos. Hoje, ela guarda com carinho as lembranças dos voluntários e, principalmente, as orientações que recebeu ao longo da caminhada.
“Eu consigo me manter calma e passiva. Entendi que precisava recomeçar. Sempre lutei por dias melhores, mas o Amor-Exigente me ajudou a encontrar a maneira de lutar”, disse a cozinheira.
Mais do que oferecer apoio momentâneo, o Amor-Exigente trabalha princípios e comportamentos que ajudam os participantes a desenvolver autonomia, responsabilidade e formas mais saudáveis de lidar com os desafios da vida. A proposta é que esses aprendizados possam ser aplicados no cotidiano e permaneçam mesmo após o encerramento da participação nos grupos.
“Ajudamos os codependentes emocionais a lidarem com o medo e a culpa de imporem exigências nas relações. E a entenderem que o amor requer limites e respeito às escolhas de quem se ama e a si próprio. Nossos frequentadores tomam decisões que não geram abandono do outro, jamais, mas geram desvinculamento emocional para que voltem a ser felizes, apesar de… Muitas vezes, essa transformação repercute na transformação do outro. O programa realmente funciona”, orientou a cofundadora e voluntária da Amae, Vera Gelás.
A AMAE é totalmente fiel à metodologia do Amor-Exigente, que entrega ambiente de acolhimento e respeito; sigilo e confidencialidade dos relatos; fortalecimento da pessoa que busca ajuda; compreensão da importância dos limites saudáveis; desenvolvimento da responsabilidade sobre as próprias escolhas; e apoio não apenas para situações de dependência química, mas também para questões familiares e relacionais.
Para Vera Alice, que esteve semanalmente na sede da AMAE por quatro anos, os encontros ficaram no passado, mas os ensinamentos permanecem vivos e presentes. Ela afirma que encontrou apoio e afeto, mas também ferramentas que continuam fazendo diferença em sua vida até hoje. Ficaram, segundo ela, os aprendizados, a serenidade, os limites saudáveis e uma nova forma de enfrentar os desafios da vida.


