Mercado brasileiro de saúde e bem-estar deve atingir US$ 222,4 bilhões até 2034

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Levantamento mostra que 84% dos brasileiros afirmam ser proativos para melhorar regularmente a saúde e o bem-estar, índice que fica acima da média global de 70%

Mercado brasileiro de produtos saudáveis já movimenta R$ 21,1 bilhões, superando top categorias como refrigerantes, café em pó e leite UHT. (Imagem gerada por IA)

Nunca antes se falou tanto de saúde e bem-estar, de forma que termos estranhos, como saudabilidade e wellness, tornaram-se comuns nas rodas de conversa para abordar a necessidade de equilíbrio entre saúde física, mental e emocional. E os números confirmam. Em 2025, o mercado de saúde e bem-estar no Brasil somou US$ 91,3 bilhões, e deve chegar a US$ 222,4 bilhões até 2034, apresentando uma taxa de crescimento (CAGR) de 10,40% durante 2026-2034. É o que mostra o Relatório do Mercado de Saúde e Bem-Estar no Brasil (Brazil Health and Wellness Market Report) da empresa de pesquisa global IMARC Group.

Indicação que é referendada pela pesquisa Tendências e Reflexos no Mercado do Novo Consumidor Saudável, da NielsenIQ (NIQ), principal empresa de inteligência do consumidor e análise de dados de varejo do mundo. O levantamento traz 84% dos brasileiros afirmando ser proativos para melhorar regularmente a saúde e o bem-estar, índice que fica acima da média global de 70%.

Outro dado interessante é que o mercado brasileiro de produtos saudáveis já movimenta R$ 21,1 bilhões, superando top categorias como refrigerantes, café em pó e leite UHT, com crescimento de 19,8% em valor e de 13,4% em volume. E mostra os atacarejos com participação de 45,8% nesse segmento.

Se antes a busca por bem-estar estava concentrada em medicamentos, vitaminas e produtos de higiene pessoal, os dados NIQ mostram que hoje ela também alcança a alimentação. Nesse cenário, categorias ligadas à saudabilidade ganham espaço nas farmácias e transformam esses pontos de venda em centros de conveniência voltados à qualidade de vida.

O empresário Willian Freitas, diretor da sexagenária indústria de alimentos naturais DaColônia, salienta que o consumidor passou a entender que autocuidado não está apenas relacionado a medicamentos ou produtos de higiene, mas às escolhas alimentares do dia a dia. “Vemos uma procura crescente por produtos que entreguem praticidade, ingredientes naturais e benefícios nutricionais. Esse movimento impulsiona a inovação e abre espaço para categorias que unem conveniência, funcionalidade e bem-estar, tanto nas farmácias quanto no varejo alimentar”, destaca.

Entre os produtos que atraem esse público, o diretor Willian Freitas cita pasta 100% amendoim, paçoquinhas de amendoim tanto tradicionais, quanto zero açúcar ou adoçada com açúcar mascavo, barrinhas fonte de proteína veganas, sem glúten, sem conservantes, sem aditivos e adoçadas com tâmara e bananinha 100% fruta.

Uma busca que se reflete em dados. DaColônia tem mais de 250 itens no portfólio, sendo 70% à base de amendoim, uma importante fonte de proteína vegetal. Em 2024, ingressou no canal farma e, em 2025, encerrou o ano com crescimento superior a 130% no setor e já com mais de 60 produtos validados para o segmento. Esses números ajudam a explicar o crescimento consistente da DaColônia, que registrou alta de 173% no faturamento em cinco anos, passando de R$ 170 milhões em 2020 para R$ 463 milhões em 2025.

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