Meta é condenada a pagar US$ 567 milhões por danos à saúde mental de adolescentes nos EUA

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Um tribunal estadual do Novo México determinou nesta quinta-feira (6) que a Meta pague US$ 567 milhões (R$ 2,8 bilhões) e altere o funcionamento de suas plataformas voltadas a jovens no estado. A decisão conclui que a empresa é responsável por prejudicar a saúde mental de crianças e adolescentes usuários de suas redes sociais.

O juiz Bryan Biedscheid, de Santa Fé, entendeu que a Meta criou um transtorno público no estado, decisão que respalda a ação movida pelo procurador-geral do Novo México, o democrata Raúl Torrez. Segundo Torrez, a empresa desenvolveu seus produtos de forma proposital para viciar usuários jovens, além de falhar em proteger crianças contra exploração sexual em suas plataformas.

O valor da condenação será destinado a um fundo estadual voltado a enfrentar problemas de saúde mental enfrentados por adolescentes em decorrência do uso de redes sociais.

Um grupo de jovens sentados em um banco ao ar livre, cada um concentrado na tela de seu próprio celular. O registro visual destaca a mudança de hábito geracional e a queda no engajamento com mídias tradicionais, evidenciando que apenas 46% dos jovens de 16 a 24 anos consomem notícias de veículos jornalísticos diariamente.
Meta terá que pagar US$ 567 milhões (R$ 2,8 bilhões) e alterar o funcionamento de suas plataformas voltadas a jovens no estado (Foto: Freepik)

As mudanças exigidas pela Justiça

Além do pagamento, Biedscheid determinou que a Meta implemente uma série de medidas de segurança para usuários jovens. Entre elas estão limites mensais para o uso do Facebook e do Instagram por adolescentes, restrições ao envio de notificações, controles mais rígidos sobre o contato entre adultos e menores, salvaguardas específicas para chatbots de inteligência artificial e uma análise mais criteriosa de denúncias de abuso sexual infantil nas plataformas.

Em nota, a Meta afirmou que vai recorrer da decisão e reforçou que segue trabalhando para identificar e remover conteúdos prejudiciais de suas redes. “Continuamos confiantes em nosso histórico de proteção de adolescentes na internet e seguiremos nos defendendo de alegações que distorcem os fatos”, disse a empresa.

Segunda condenação no mesmo processo

A decisão desta quinta-feira faz parte da segunda fase de um processo movido pelo estado do Novo México contra a empresa. Em março, um júri já havia concluído que a Meta violou a lei estadual de proteção ao consumidor ao apresentar de forma enganosa a segurança do Facebook e do Instagram para usuários jovens, condenando a empresa a pagar US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) em indenizações.

Nesta nova etapa, sem a presença de júri, Biedscheid ouviu depoimentos ao longo de três semanas com foco exclusivo em determinar se as plataformas da Meta configuravam um “transtorno público” segundo a legislação do Novo México.

O caso é acompanhado de perto por outros estados, municípios e distritos escolares dos Estados Unidos, que têm movido ações semelhantes na tentativa de forçar mudanças no setor de tecnologia.





Fonte: ICL Notícias

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