Moradora do Orquidário de Santos há 18 anos, jacaré Jaque se torna a Camisa 10 da Conservação

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jacaré no recinto #paratodosverem

VEJA COMO CONHECER JAQUE

 

Morando há 18 anos no Orquidário de Santos, a jacaré-de-papo-amarelo Jaque ganhou um novo reconhecimento em 2026. Ela foi escolhida pelo público como destaque da Copa Fauna, iniciativa que aproxima visitantes da importância da conservação das espécies.

Organizada pela Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab), a Copa Fauna promove uma votação anual nas redes sociais da entidade para eleger um dos animais que vivem em zoológicos e aquários do País e conceder o título de Camisa 10 da Conservação.

O reconhecimento amplia a visibilidade do jacaré-de-papo-amarelo, espécie fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas. Como predador, o animal ajuda a controlar populações de peixes, anfíbios e outros organismos, contribuindo para o equilíbrio das cadeias alimentares.

Além disso, a presença da espécie está diretamente relacionada à conservação de rios, lagoas, manguezais e áreas alagadas, já que os jacarés também funcionam como indicadores da qualidade ambiental desses ecossistemas.

De acordo com Alessandra Oliveira, chefe da Educação Ambiental do Orquidário, iniciativas como a Copa Fauna contribuem para mudar a percepção do público sobre espécies que nem sempre despertam a mesma atenção que outros animais. “A conservação depende do entendimento de que todas as espécies são importantes. Cada animal desempenha um papel essencial na natureza”.

CONHEÇA JAQUE

Jaque chegou ao Orquidário em 2008, vinda de um criadouro da cidade de Arujá. Na época, tinha cerca de dois anos de idade, aproximadamente um metro de comprimento e ainda era uma jovem jacaré. Hoje, já adulta, mede cerca de 1,80 metro e pesa aproximadamente 39 quilos.

O histórico anterior à chegada ao Orquidário é desconhecido, mas, desde então, ela recebe acompanhamento permanente de tratadores, médicos-veterinários e biólogos.

Segundo Alessandra, os cuidados incluem monitoramento diário e alimentação duas vezes por semana, planejada de acordo com o porte, a idade e as necessidades nutricionais da espécie. “A equipe acompanha diariamente o comportamento, o apetite e a condição física da Jaque. O recinto também recebe manutenção constante para garantir qualidade da água, limpeza, segurança e condições ambientais adequadas”.

O espaço foi preparado para permitir que ela mantenha comportamentos naturais, como permanecer na água, tomar sol para regular a temperatura corporal e descansar em áreas secas.

Outro aspecto que desperta a curiosidade dos visitantes é a convivência da jacaré com outras espécies no mesmo recinto. Jaque divide o espaço com garças, cágados e socós. “Muitas pessoas perguntam se ela não vai comer os outros animais, mas nunca tivemos esse problema. Ela é bem alimentada”.

Segundo Alessandra, também já foi feita uma tentativa de aproximação com um macho da mesma espécie, mas a convivência não deu certo. “Ela não aceitou. Gosta mesmo de viver sozinha”.

 

SERVIÇO

Os visitantes que quiserem conhecer Jaque podem encontrá-la no recinto dos jacarés, localizado na área central do Orquidário.

O parque fica na Praça Washington, s/nº, José Menino, e funciona de terça a domingo, das 9h às 18h, com entrada permitida até às 17h. Os ingressos custam R$ 10, com meia-entrada para estudantes, professores e maiores de 65 anos. Crianças de até 7 anos, pessoas com deficiência e seus acompanhantes não pagam.

 

Esta iniciativa contempla os itens 14 e 15 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU: Vida na Água e Vida Terrestre. Conheça os outros itens do ODS 

Fotos: Lauro Frangetto/divulgação e Francisco Arrais

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Fonte: Prefeitura de Santos

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