O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu, neste sábado (11/7), vingar a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, e afirmou que a resposta contra os Estados Unidos e Israel será cumprida “em breve”.
A declaração marca uma escalada na retórica entre Teerã e Washington e foi divulgada poucas horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar “dizimar” o Irã caso o país tente assassiná-lo.
Em comunicado publicado pela agência estatal iraniana Fars, Mojtaba declarou que a vingança é “uma exigência da nação” e prometeu retaliação não apenas pela morte do pai, mas também pela de todos os iranianos mortos durante os confrontos recentes.
Ainda de acordo com o texto atribuído a Mojtaba Khamenei, os responsáveis “não terão uma morte pacífica” e a promessa será cumprida “em breve”, independentemente de quem esteja no comando da República Islâmica.
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do Metrópoles
Nova escalada
Segundo relatos divulgados por veículos iranianos, o novo líder também teria ficado ferido na ofensiva, que matou ainda sua mãe e sua esposa.
Desde que foi nomeado, Mojtaba não apareceu em público. Ele permanece em local não revelado e tem se comunicado apenas por meio de mensagens escritas divulgadas pela imprensa estatal, sem pronunciamentos em vídeo ou áudio.
A declaração deste sábado é uma das poucas manifestações públicas atribuídas ao novo líder desde que assumiu o comando do país.
O segundo filho mais velho de Khamenei também divulgou uma mensagem agradecendo o comparecimento de milhões de pessoas aos funerais do pai, realizados entre os dias 4 e 9 de julho em diversas cidades do Irã e do Iraque.
Negociações suspensas
As declarações ocorrem enquanto permanecem suspensas as negociações entre Washington e Teerã. Nos últimos dias, os Estados Unidos realizaram novos ataques contra alvos iranianos, alegando responder a ações de Teerã contra embarcações comerciais próximas ao Estreito de Ormuz.
Em reação, o governo iraniano lançou mísseis e drones contra instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait e acusou Washington de violar acordos internacionais.
Fonte: Metrópoles







