Da Redação do Portal GPN
A história que emociona o país e serve de lição para milhares de famílias vem do município de Ampére, no Sudoeste do Paraná. Em um gesto de puro amor, generosidade e alto senso de responsabilidade parental, o casal Thaynna Rubele e o marido transformou a dor do abandono no mais belo capítulo de recomeço para três pequenos irmãos: Carlos, de 6 anos, Aghata, de 3, e a bebê Emily, de apenas 10 meses.
Antes de cruzarem o caminho do casal paranaense, as três crianças haviam enfrentado a dura e triste realidade do sistema de acolhimento: foram recusadas por mais de 70 pretendentes à adoção. O motivo? A exigência quase inflexível da maioria dos cadastrados por filhos únicos ou recém-nascidos, o que frequentemente resulta na dolorosa separação de irmãos.
15 DIAS NA FILA E UMA VIAGEM QUE MUDOU VIDAS
Apenas duas semanas após entrarem oficialmente no cadastro nacional de adoção, Thaynna e o marido receberam a ligação do Poder Judiciário. Do outro lado da linha, o desafio e a bênção: havia um grupo de três irmãos precisando com urgência de um lar que os acolhesse juntos, sem romper os laços de sangue e carinho.
Sem hesitar, o casal assumiu o compromisso. Apenas dez dias após o primeiro contato, encararam uma viagem de 12 horas de estrada para conhecer os pequenos. A conexão foi imediata, a adaptação fluiu com leveza e, com a devida autorização judicial, o lar de Ampére ganhou três novos sorrisos e o verdadeiro significado de família.
A IMPORTÂNCIA DA ADOÇÃO E A CONSCIÊNCIA DO ATO
A história de Thaynna e seu esposo coloca em pauta dois pilares fundamentais da proteção à infância no Brasil:
- O Amor que Não Separa Irmãos: Manter o grupo unido preserva a referência afetiva e psicológica das crianças, garantindo que cresçam juntas e fortaleçam suas raízes.
- A Desconstrução do Perfil Rígido: A recusa por mais de 70 pretendentes reflete a necessidade urgente de a sociedade flexibilizar as exigências no cadastro, abrindo o coração para a adoção tardia e para grupos de irmãos.
- Responsabilidade e Compromisso: Adotar é um ato definitivo de paternidade e maternidade. Exige maturidade, reestruturação da rotina, paciência e, acima de tudo, a certeza de que a chegada dos filhos transforma a vida para sempre.
Passado um ano da decisão que mudou suas vidas, Thaynna resume o sentimento de ver a casa cheia e o dever cumprido: “Saímos de casa sozinhos e voltamos para casa com três filhos. Faríamos tudo exatamente igual”.
Adotar é abraçar a vida com responsabilidade e transformar o futuro de quem mais precisa! (Fonte: Revista Crescer)


