O Supremo Tribunal Federal deveria ser o guardião da Constituição, mas no caso de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o tribunal se comporta como ator político. Como destacou Ricardo Kotscho, Lulinha não é político, não tem foro privilegiado e seu processo não deveria estar no STF. Ainda assim, a Corte acolheu o caso, sob o argumento de conexão com investigações envolvendo o ex-presidente Lula.
Essa decisão revela um desvio preocupante: a toga, símbolo da imparcialidade, passa a tremular como bandeira partidária. O STF, ao assumir processos que não lhe cabem, reforça a percepção de que age conforme o vento político.
A Justiça de espetáculo
- Judicialização da política: o tribunal se tornou palco de disputas ideológicas.
- Seletividade judicial: casos ligados à esquerda são amplificados, enquanto outros permanecem em silêncio.
- Credibilidade em risco: cada decisão politizada mina a confiança pública na Justiça.
O impacto democrático
Quando a toga vira bandeira, a Justiça deixa de ser cega e passa a enxergar cores partidárias. O cidadão comum vê ministros comentando processos em andamento, dando entrevistas e se posicionando como militantes togados. A mídia amplifica essas falas, transformando decisões judiciais em narrativas políticas.
O resultado é um sistema que perde sua neutralidade e se torna parte do jogo de poder.
O caso Lulinha não é apenas um erro de competência — é um sintoma de um sistema judicial contaminado pela política. O STF, que deveria ser o guardião da Constituição, corre o risco de se tornar o guardião de interesses. A democracia não se sustenta quando o juiz vira militante e o tribunal vira palanque.


