Segundo WSJ, nações árabes entendem que acordo negociado entre Omã e Irã é ‘menos pior’ do que uma guerra prolongada com EUA que ameace infraestrutura energética regional
Os países do Golfo Pérsico estão prontos para aceitar o acordo atual em consideração que prevê o controle do Irã sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, ao avaliar que uma escalada militar entre os Estados Unidos e o país persa colocaria a infraestrutura energética das nações árabes em risco, conforme noticiado pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ) na segunda-feira (10/08).
Segundo o periódico norte-americano, os Estados da região não estão satisfeitos com o mecanismo de passagem marítima negociado entre Omã e Irã, mas entendem ser “a opção menos ruim” do que a continuidade das hostilidades entre Washington e Teerã.
Um ponto é que o acordo, que promete liberar os envios de energia através da travessia do Ormuz, estagnaram nos últimos dias. As autoridades iranianas exigem a retirada de sanções ocidentais, a reparação pelos danos causados ao país, além da proibição de navios de guerra norte-americanos e israelenses no estreito. Por outro lado, os Estados Unidos se recusam a aceitar um tratado que permita a Teerã impor bloqueios à sua navegação.
“Enquanto o bloqueio naval dos Estados Unidos continuar, as condições necessárias para a reabertura do Estreito de Ormuz não existirão”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, durante uma coletiva na segunda-feira, enfatizando que o fechamento da rota marítima foi “resultado da agressão militar dos Estados Unidos e de Israel” contra o país persa.
Segundo WSJ, países do Golfo Pérsico estão prontos para aceitar o acordo que prevê o controle do Irã sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz
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De acordo com o WSJ, a maior ameaça à região se trata de um conflito prolongado que bloqueie ainda mais fluxos de energia e “assuste investidores estrangeiros e turistas”. Autoridades do Golfo, conforme o jornal, “estão cada vez mais frustradas com o que veem como a falta de uma estratégia clara por parte dos Estados Unidos à medida que a guerra se arrasta, colocando em risco sua segurança nacional e economias”.
Desta forma, os países do Golfo estudam alternativas diferentes para contornar o Estreito de Ormuz, expandindo os oleodutos para o Mar Vermelho e o Golfo de Omã, além de investir em instalações de armazenamento para que possam transportar mais petróleo durante períodos de menos ataques.
“Autoridades do Golfo dizem que seus colegas iranianos ameaçaram durante todo o conflito atacar a infraestrutura energética regional caso o presidente [Donald] Trump cumpra suas ameaças de escalada”, destacou o WSJ. “Autoridades da região reconhecem que suas instalações de energia e água são vulneráveis e provavelmente alvos importantes para o Irã como forma de interromper o fornecimento de energia e pressionar os Estados Unidos”.
(*) Com RT en Español



