O presidente colombiano, Gustavo Petro, realizou uma coletiva de imprensa perante veículos de comunicação nacionais e internacionais para esclarecer as alegações feitas anteriormente por meio de seus canais oficiais a respeito da existência de uma fraude eleitoral algorítmica e sistemática nas eleições recentes, que supostamente alterou os resultados de aproximadamente sete milhões de votos para impor Abelardo de la Espriella como presidente.
O chefe de Estado indicou que a principal irregularidade reside na remoção dos elementos de segurança (códigos hash) dos formulários E-14 carregados no sistema. Ele explicou que os documentos em PDF acabaram se tornando arquivos editáveis após a conclusão da votação, violando tratados internacionais e leis nacionais.
“Os 120 mil documentos eleitorais não possuem o código de segurança (hash bloqueante) para impedir que sejam alterados. O responsável pelo registro eleitoral mentiu ao público quando disse que havia um código de segurança: trata-se simplesmente de um código para identificar cada formulário, não de um mecanismo para impedir modificações”, enfatizou ele.
Petro afirmou que o Registro Nacional enganou o público ao apresentar códigos alfanuméricos como medidas de segurança, quando estes serviam apenas para identificar os formulários. Ele denunciou o desrespeito do Registro à decisão de 2018 do Conselho de Estado, que determinou que o software eleitoral deve ser propriedade do Estado e não estar sujeito à manipulação por agentes externos ou privados.
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#ElGranFraudeElectoral “Por primera vez se desarrolla un fraude electoral a partir del manejo del software y los algoritmos. El mensaje al mundo es que cualquier elección puede ser manipulada a través de este tipo de software. El negocio es acabar con la democracia y la soberanía… pic.twitter.com/C2fJbM4Uy6
— Derli López (@derlilopeza) August 4, 2026
Petro afirmou que a logística e o financiamento dessa fraude envolveram recursos e interesses estrangeiros. Ele sustentou que o Conselho Nacional Eleitoral não possui as ferramentas técnicas necessárias para identificar essas anomalias no software.
O Presidente concluiu que a alteração da vontade popular constitui uma perda da soberania nacional e mergulha o país numa grave crise constitucional. Assegurou que todos os dados recolhidos pela rede cívica digital seriam transferidos para as autoridades judiciais competentes.
“Estamos diante de uma fraude, um problema institucional profundamente grave, e trata-se da posse de um presidente ilegítimo. Toda a Constituição da Colômbia desmorona e somos uma colônia (…) isso coloca a Colômbia em sua pior crise de soberania nacional desde que a conquistamos com o exército de Bolívar”, ele afirmou.
Anteriormente, por meio de sua conta no X, ele afirmou que a fraude foi realizada do exterior, manipulando o sistema de computador. “As eleições foram roubadas por israelenses ricos, dirigidos por um maníaco genocida, e eles fizeram isso do exterior, alterando a votação”, afirmou ele.
Nas redes sociais, ele denunciou a alteração de votos em mais de 1.600 seções eleitorais, especificando a remoção prévia de testemunhas do Pacto Histórico e a consolidação de seções eleitorais com jurados tendenciosos em Antioquia, Bogotá e Norte de Santander.
(*) com teleSUR
Fonte: Opera Mundi


