(Folhapress) – Os preços do petróleo estavam em alta nesta terça-feira (11), impulsionados por um novo clima de inquietação no mercado, que contempla um prolongamento do bloqueio do estreito de Ormuz diante de exigências irreconciliáveis entre Irã e EUA.
O barril Brent, referência mundial, chegou a superar US$ 90, cotado a US$ 90,03 (R$ 460,14), por volta das 6h (horário de Brasília), com uma alta de 2,63%. Depois disso, o preço passou a diminuir e estava em US$ 87,84 (R$ 448,95) , uma variação positiva de 0,14%, por volta das 9h45.
É a primeira vez que o preço do petróleo ultrapassa US$ 90 no mês. A última vez que isso ocorreu foi em 31 de julho, quando o Brent alcançou US$ 90,80.
Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 82,44 (R$ 421,35), alta de 0,38% em relação ao dia anterior.
O petróleo iniciou a semana com uma forte alta na segunda-feira, impulsionado pelas condições impostas por Teerã para reabrir o estreito de Ormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Declarações
“O Irã está pedindo uma compensação pelos danos que lhe foram causados durante o conflito militar dos últimos cinco meses”, escreveu Donald Trump, “mas isso nunca foi mencionado em nenhuma de nossas negociações ou reuniões”.
“Eu também exijo uma compensação do Irã por todas as pessoas que eles mataram e feriram” ao longo do tempo, acrescentou o mandatário americano, em uma referência particular ao ataque contra o navio de guerra USS Cole, no Iêmen, em 2000.
Ele também citou as famílias dos “milhares de manifestantes inocentes mortos nos últimos 50 anos, além dos 52 mil dos últimos cinco meses”.
“Esta mensagem reforça a ideia, no mercado, de que há poucas possibilidades de uma reabertura iminente do estreito de Ormuz”, disse Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management.
Isto se traduz em preços de petróleo mais elevados, considerando que “esta mudança acontece enquanto os houthis tentam bloquear o tráfego marítimo no Mar Vermelho e as reservas mundiais de petróleo continuam diminuindo”, ressalta o analista.
“O padrão se repete sem cessar: um entusiasmo inicial quando as negociações parecem promissoras e, depois, o otimismo se evapora com a mesma rapidez quando não se constata nenhum progresso”, afirmam os analistas do ING.
“Se os investidores reagem tanto às declarações políticas, isto acontece porque esperam um salto na oferta de petróleo bruto caso o estreito de Ormuz seja reaberto”, o que poderia provocar uma queda expressiva dos preços, avalia John Evans, analista da PVM.
Fonte: ICL Notícias


