O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, denunciou nesta quarta-feira (12/08) que os “ataques, incursões, operações de demolição e a destruição sistemática” de Israel no sul libanês constituem uma “grave violação dos princípios e regras do direito internacional e do direito internacional humanitário”.
Em sua conta no X, o premiê ressaltou as agressões nas regiões de Mansouri, Zawtar al-Sharqiyah, Kfar Tebnit e outras vilas e cidades do sul, nas quais o governo israelense justifica a demolição com base na presença de instalações militares.
“A natureza dos locais visados refuta tais alegações. A afirmação de que vilas e cidades inteiras, incluindo suas casas, bairros, prédios governamentais, instalações públicas, locais de culto e infraestrutura, são ‘instalações militares’ é insustentável sob qualquer lógica e não pode servir de pretexto para destruí-las, deslocar seus moradores e impedi-los de retornar”, declarou Salam.
O líder libanês reafirmou a soberania do país e a segurança do povo, instando que o direito dos sulistas de retornarem às suas terras e reconstruírem suas aldeias “é inegociável”.
إنّ ما تقوم به إسرائيل في المنصوري وزوطر الشرقية وكفرتبنيت وغيرها من القرى والبلدات الجنوبية، من اعتداءات وتوغلات وعمليات جرف وتدمير ممنهج للمنازل والأحياء السكنية والبنى التحتية والمقار الحكومية ودور العبادة، يشكّل انتهاكاً خطيراً لمبادئ وقواعد القانون الدولي والقانون الدولي…
— Nawaf Salam نواف سلام (@nawafsalam) August 12, 2026
Em paralelo, o Comando do Exército do Líbano emitiu uma declaração afirmando que as “forças de ocupação israelenses continuam seus ataques e violações dos entendimentos existentes e do direito internacional”, citando a demolição do prédio da prefeitura de Zawtar al-Sharqiyah em Nabatieh, bem como da escola pública, do posto de saúde, da creche e de várias casas na cidade.
“Isso confirma a abordagem destrutiva contínua da ocupação, que visa infligir o maior dano possível às vilas e cidades do sul e impedir o estabelecimento da estabilidade”, observaram.
“Ao mesmo tempo, o Exército continua a cumprir as suas missões no sul, onde enfrenta dificuldades significativas em consequência destes ataques, que estão a dificultar a conclusão do seu destacamento e o regresso dos residentes”, acrescentou.
Beirute e Tel Aviv realizaram, na última semana, a sétima rodada de negociações visando um cessar-fogo dos ataques israelenses no território libanês. Enquanto o governo de Netanyahu mantém sua ofensiva, o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública indicou que desde o início das agressões em 2 de março, ao menos 4.335 civis já foram mortos.



