Proibição das bets deixa R$ 6,5 bilhões longe das apostas em 10 dias

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Os primeiros números sobre o impacto da proibição das bets no Brasil foram obtidos em primeira mão pelo ICL Notícias e apontam que R$ 6,5 bilhões deixaram de ser destinados às plataformas de apostas em 10 dias. As informações foram apresentadas em primeira mão pelo fundador do ICL, Eduardo Moreira. Antes da entrada em vigor da medida, as bets movimentavam, em média, R$ 650 milhões por dia.

Os dados constam de uma comunicação com o primeiro levantamento sobre a operação de retirada das plataformas do ar que chegou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (6).

“Antes da proibição, as bets recebiam em média R$ 650 milhões por dia e pararam de receber. Em dez dias, R$ 6,5 bilhões deixaram de ser destinados aos jogos”, afirmou Moreira.

Segundo ele, o valor seria suficiente para comprar aproximadamente 8 milhões de cestas básicas.

“Com esse dinheiro é possível comprar 8 milhões de cestas básicas. Esse dinheiro está na mão das famílias”, completou.

Lula
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião de coordenação, Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert

Milhares de sites e perfis são retirados do ar

A comunicação apresentada por Moreira também traz números sobre a operação de fiscalização das plataformas ilegais.

Segundo os dados, 11,7 mil sites ilegais de apostas foram retirados do ar, além de 837 canais no Telegram que reuniam cerca de 12,5 milhões de pessoas. Também foram retirados do ar 2,5 mil perfis de bets no Facebook e no Instagram.

As medidas fazem parte da operação de encerramento das atividades das plataformas de apostas no país após a entrada em vigor da MP 1.394/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro.

A medida provisória proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas esportivas e jogos online no Brasil.

Os sites e aplicativos começaram a ser retirados do ar nesta terça-feira (6), depois que terminou, às 23h59 de segunda-feira (5), o prazo para os usuários sacarem voluntariamente os recursos mantidos nas plataformas.