PORTAL GPN – NOSSA TV – JORNAL ALL PRESS │ Rondonópolis registrou uma importante retração no número de mortes violentas nos nove primeiros meses do ano. Dados oficiais do Sistema Nacional de Informação em Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça, revelam que o município teve uma queda de 21,2% nos homicídios dolosos entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar do recuo nos índices, o alerta permanece ligado: a cidade ainda figura na terceira posição do ranking de homicídios no estado de Mato Grosso.
O balanço dos números e o raio-x da violência
Entre janeiro e setembro deste ano, Rondonópolis contabilizou 26 assassinatos, contra 33 registros em 2025. O detalhamento mensal mostra um comportamento oscilante da criminalidade ao longo do ano: o pico ocorreu nos meses de março e abril, com cinco mortes em cada um, enquanto maio, junho e agosto tiveram um caso por mês. Apenas no mês de setembro, quatro vidas foram ceifadas.
Apesar da melhora local, o quadro geral do estado exige atenção das autoridades. Rondonópolis fica atrás apenas de Cáceres (36 homicídios) e da capital Cuiabá (33) em volume absoluto de assassinatos em 2026. Em todo o estado de Mato Grosso, a queda foi de 14,6%, totalizando 434 mortes violentas no período. A imensa maioria das vítimas é do sexo masculino — 404 homens perderam a vida, o que representa mais de 93% dos casos estaduais.
Feminicídios e o desafio da segurança pública
No combate à violência contra a mulher, os dados apontam estabilidade com ligeira queda. Rondonópolis registrou um caso de feminicídio entre janeiro e setembro de 2026, ante dois no mesmo período do ano anterior. Em Mato Grosso, 39 mulheres foram mortas em crimes motivados por gênero neste ano, contra 40 casos no ano passado.
Os índices mostram que, embora as operações policiais e a presença ostensiva tenham contido o avanço da letalidade violenta na região, a média estadual de duas mortes por dia reforça a necessidade contínua de investimentos em inteligência, segurança nas fronteiras e combate direto ao crime organizado.
FONTE: A TRIBUNA MT


