A sensação de impunidade e o sentimento de revolta tomaram conta de Marília nesta semana após a prisão em flagrante de um homem de 58 anos, acusado de praticar atos graves de maus-tratos contra um cão sem raça definida no Jardim Santa Antonieta, zona norte da cidade. A ação foi realizada na tarde de segunda-feira (20) por policiais civis do Setor de Investigações Gerais (SIG). O caso acendeu um forte alerta e indignação na comunidade, pois o investigado já havia sido preso exatamente pelo mesmo crime em agosto de 2025, levantando questionamentos sobre a eficácia do sistema punitivo em conter perfil de comportamento violento e reincidente contra seres vulneráveis.
Da Redação do Portal GPN
Cão resgatado do ambiente fétido e insalubre
A equipe policial se deslocou até o imóvel na rua Omar Arantes de Moura após denúncias e constatou o cenário de total abandono e crueldade. O animal era mantido preso em local imundo, insalubre e sem as mínimas condições de sobrevivência. Diante da urgência e do risco à vida do cão, uma equipe especializada de resgate animal foi acionada para retirar o cachorro da residência, encaminhando-o imediatamente para atendimento veterinário e abrigo seguro.
Após constatarem o crime no local, os civis realizaram diligências contínuas e localizaram o acusado em outro endereço, na rua Miguel José Pedro, no bairro Palmital, onde ele recebeu voz de prisão em flagrante.
Reincidência escancara falha na punição e gera revolta
O levantamento do histórico criminal do suspeito revelou que em 4 de agosto de 2025 ele já havia sido preso em flagrante por torturar/maltratar outro animal na cidade. Solto após responder aos trâmites legais da época, voltou a cometer a mesma infração, o que provocou forte reação de moradores e protetores da causa animal. Especialistas e ativistas alertam que a crueldade sistemática contra animais frequentemente serve de sinalizador para transtornos de conduta e condutas violentas que colocam em risco toda a sociedade.
Enquadrado na Lei de Maus-Tratos (Lei Sansei), o homem pode pegar de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) e o acusado permaneceu à disposição da Justiça para audiência de custódia.
Foto: Policia Civil- Divulgação


