Representando o presidente Lula, vice Alckmin vem à Marília inaugurar ordem de serviço de policlínica em ambiente hostil ao governo

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O governo federal, via Novo PAC, destinou R$ 21,2 milhões para a construção de uma Policlínica em Marília, mas a visita do vice-presidente Geraldo Alckmin ocorre em um ambiente político hostil, onde a maioria da população e até o prefeito evitam associar-se ao presidente Lula. O contraste entre investimento público robusto e rejeição social expõe a contradição entre benefícios concretos e a adesão ideológica local.

Investimento Federal em Marília

  • Valor da obra: R$ 21,2 milhões financiados pelo Novo PAC.
  • Prazo de execução: 18 meses após a ordem de serviço.
  • Local: Rua dos Crisântemos, nº 301, Jardim Marília.
  • Serviços previstos: consultas especializadas, exames de imagem, ressonância magnética, pronto-atendimento infantil e pequenos procedimentos cirúrgicos.

Contexto Político

  • Vice-presidente Geraldo Alckmin visita Marília para assinar a ordem de serviço da Policlínica.
  • Prefeito Vinícius Camarinha (PSDB) confirmou a solenidade, mas evita mencionar o nome de Lula, refletindo o ambiente político local.
  • Marília é majoritariamente bolsonarista (cerca de 90%), o que explica a rejeição às políticas públicas federais, mesmo quando trazem benefícios diretos.

Contradição Central

  • Investimento robusto vs. rejeição social: Apesar de recursos inéditos para saúde, parte significativa da população ignora ou despreza as benfeitorias por alinhamento ideológico.
  • Prefeito em posição ambígua: Busca recursos federais, mas mantém distância simbólica do presidente para não perder apoio político local.
  • Visita de Alckmin vista como “chover no molhado”: A solenidade reforça a presença federal, mas dificilmente altera a percepção de um eleitorado que prefere associar-se a um projeto de extrema direita.

Crítica

A situação em Marília escancara o paradoxo da política brasileira: um governo que entrega obras estruturantes e investimentos milionários em saúde enfrenta hostilidade e desprezo em redutos opositores. O eleitorado local, por fidelidade ideológica, rejeita políticas públicas que poderiam transformar a qualidade de vida. Isso revela não apenas a força do bolsonarismo, mas também a dificuldade de o governo Lula converter investimentos em capital político em regiões adversas.

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