Sensores coletam dados em tempo real para apoiar decisões sobre segurança de pacientes, gestão hospitalar e ações de sustentabilidade
Foto: Guilherme Sircili

A Fundação Hospital Santa Lydia e a UNAERP (Universidade de Ribeirão Preto) iniciaram uma parceria para monitorar continuamente a qualidade do ar no hospital. A iniciativa utiliza sensores que coletam dados em tempo real para subsidiar decisões relacionadas à segurança de pacientes e profissionais, além de fortalecer as ações de sustentabilidade da instituição.
O trabalho é desenvolvido por meio do Projeto ARES (Avaliação da Qualidade do Ar em Espaços Internos e Externos), conduzido por pesquisadores da universidade. A ação integra o programa Santa Lydia Verde, voltado à promoção de práticas sustentáveis nas unidades administradas pela Fundação.
Os equipamentos permanecerão em operação durante um ano. Um sensor foi instalado permanentemente na área externa do hospital, enquanto outro será utilizado em diferentes ambientes internos, como recepção, corredores, enfermarias e outros setores definidos pela direção da unidade.
A cada 30 segundos, os sensores registram automaticamente indicadores como temperatura, umidade, concentração de dióxido de carbono, material particulado e compostos orgânicos voláteis. As informações são enviadas para uma plataforma digital e analisadas por pesquisadores da universidade.
Mensalmente, o hospital receberá relatórios com a análise dos indicadores ambientais, permitindo acompanhar a evolução da qualidade do ar e identificar oportunidades de melhoria nos diferentes ambientes da unidade.
Segundo o professor Murilo Innocentini, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Ambiental da UNAERP e um dos responsáveis pelo projeto, os dados contribuirão tanto para a gestão hospitalar quanto para a produção de conhecimento científico.
“A qualidade do ar influencia diretamente a saúde e o bem-estar das pessoas, especialmente em hospitais. Com esse monitoramento, teremos informações importantes para apoiar decisões relacionadas à segurança dos ambientes internos e ao planejamento de ações de sustentabilidade”, afirma.
O pesquisador destaca ainda que o estudo poderá servir de referência para outras instituições de saúde interessadas em adotar sistemas semelhantes de monitoramento ambiental.
Para a superintendente da Fundação, Cássia Amaro, a parceria amplia o uso da ciência como ferramenta de gestão.
“Utilizar tecnologia e conhecimento científico para orientar nossas decisões é um avanço importante, porque nos permite tomar decisões mais precisas e desenvolver ações voltadas à segurança de pacientes, acompanhantes e profissionais”, afirma.
Segundo ela, a iniciativa consolida a estratégia da instituição de investir em soluções para tornar os ambientes hospitalares mais seguros e sustentáveis.
O secretário municipal da Saúde, Maurício Godinho, avalia que a aproximação entre serviços de saúde e universidades qualifica a tomada de decisão.
“Quando uma unidade passa a acompanhar indicadores ambientais de forma sistemática, ela deixa de apenas reagir a problemas e passa a antecipá-los. Isso se traduz em ambientes mais seguros para quem é atendido e para quem trabalha”, afirma.


