Uma onda de ataques com drones ucranianos contra o território da Rússia, entre a noite de sexta-feira (21) e a madrugada deste sábado (22), provocou a morte de pelo menos seis civis, segundo informações de autoridades regionais russas.
As Forças Armadas da Rússia afirmaram ter derrubado centenas de aeronaves não tripuladas no período. De acordo com o Ministério da Defesa, um total de 457 drones ucranianos foram interceptados e abatidos durante a madrugada de sábado.
Na região de Samara, um drone atingiu um centro logístico da Ozon, uma das maiores empresas de comércio eletrônico da Rússia, gerando um incêndio de grandes proporções. O comunicado oficial emitido pela própria empresa em seu canal na rede social russa Max informou que mais de 500 funcionários foram retirados do local às pressas e que o ataque deixou feridos.
“Um incêndio começou em decorrência do ataque. Evacuamos mais de 500 funcionários em poucos minutos. Infelizmente, porém, houve vítimas”, diz a publicação.
Forças ucranianas também relataram que o complexo industrial da refinaria de Novokuybyshevsk, na mesma região, foi alvo da ação.
Os óbitos confirmados pelas lideranças locais ocorreram em diferentes pontos do território russo. Na região de Krasnodar, no sul do país, o governador Veniamin Kondratyev relatou que duas crianças morreram e dois adultos ficaram feridos na cidade portuária de Yeysk.
Em Belgorod, província que faz fronteira com a Ucrânia, duas pessoas também teriam morrido e outras 13 sofreram ferimentos. Em Bryansk, também na fronteira, quatro feridos foram registrados.
Na província de Lugansk, o governador Leonid Pasechnik informou que dois civis morreram. Entre as vítimas fatais da região estava um jovem de 16 anos. O bombardeio em Lugansk também causou ferimentos em outros nove moradores locais.
A região de Kursk, que também faz fronteira com o território ucraniano, registrou uma morte e seis feridos nas últimas 24 horas. De acordo com dados divulgados no sábado (22). De acordo com o governador Alexander Khinshtein, um homem de 69 anos faleceu no vilarejo de Peschanoye, no distrito de Belaya.
O governador Khinshtein informou ainda que a defesa aérea russa abateu 148 drones ucranianos na região de Kursk ao longo do dia. Adicionalmente, o exército da Ucrânia realizou 117 ataques de artilharia contra áreas que já haviam sido evacuadas.
Em Moscou, o prefeito Sergey Sobyanin detalhou que a região da capital vem sendo alvo constante de ataques.
Segundo o prefeito, entre o dia 15 de agosto e a manhã deste sábado, mais de 2,5 mil drones voaram em direção à região de Moscou, sendo que 493 deles foram destruídos diretamente na aproximação da capital.
“A maioria deles foi neutralizada pelas defesas aéreas nos arredores distantes”, disse ele em uma publicação em seu canal Max.
“Essência neonazista”
Em declaração neste sábado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou o regime de Kiev de recorrer a ataques “mais cruéis e bárbaros” diante da situação cada vez mais difícil de suas tropas no campo de batalha. Segundo o presidente russo, “quanto mais difícil é a situação na frente para o inimigo, mais cruéis e bárbaros são os ataques realizados pelo regime de Kiev”.
“A operação militar especial continua. E, quanto mais difícil é a situação na frente para o inimigo, mais cruéis e bárbaros são os ataques cometidos pelo regime de Kiev. Nisso se manifesta toda a essência neonazista, própria de Stepan Bandera, e russofóbica dessa força contra a qual estamos lutando”, declarou durante a segunda fase do 23º Congresso do Rússia Unida, partido governista russo, dedicada à aprovação do programa eleitoral da legenda.
Neste sábado, o comando militar russo informou que a aviação tático-operacional, tropas de mísseis, artilharia e drones atacaram um aeródromo militar ucraniano, depósitos de combustível, infraestrutura de transporte e pontos de armazenamento de drones em 146 distritos da Ucrânia.
Fonte: Brasil de Fato


