Tragédia e Covardia: Agressão policial a suplente de Senadora choca SC e cobra respostas do governador Jorginho Mello

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Legenda da foto acima: Jorginho candidato à reeleição em Santa Catarina com ampla aprovação do povo catarinense e o então presidente Jair Bolsonaro.

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A barbárie fardada e o abismo democrático:

A truculência desmedida protagonizada pelas forças de segurança de Santa Catarina contra uma mulher, suplente ao Senado Federal, expõe as fraturas severas de um modelo de policiamento que, de forma alarmante, confunde o exercício da autoridade com a mais pura selvageria institucional. O episódio inaceitável, marcado por agressões físicas covardes — com a vítima sendo derrubada, chutada e atingida por disparos de bala de borracha —, não pode ser tratado como um mero desvio de conduta individual, mas sim como o sintoma de uma engrenagem que banaliza a violência do Estado.

O aval das urnas não é salvo-conduto para a truculência

Sob a chefia do governador Jorginho Mello, alinhado ao bolsonarismo e franco favorito a uma vitória avassaladora e em primeiro turno nas próximas eleições, a segurança pública catarinense enfrenta um grave dilema moral. O elevado índice de aprovação popular e a força eleitoral indiscutível de sua gestão junto ao eleitorado local parecem operar, em certos extratos da máquina repressiva, como uma espécie de carta branca para o uso desproporcional da força. Contudo, a esmagadora validação das urnas jamais poderá servir de escudo para o desrespeito aos direitos humanos básicos ou para a violação da dignidade física de qualquer cidadão.

A desproporção inaceitável

Agredir barbaramente uma mulher, derrubando-a ao chão e alvejando-a de forma brutal, fere frontalmente os protocolos operacionais de qualquer polícia que se pretenda civilizada. O fato de a vítima ser uma figura política pública apenas amplifica a gravidade do cenário: se o Estado age com tamanha sanha contra uma autoridade constituída e à vista de todos, o que ocorre nas áreas mais invisíveis, longe das câmeras e da repercussão da imprensa? A brutalidade policial não fortalece a ordem; ela corrói a própria legitimidade do governo que a tolera e a naturaliza.

A urgência de responsabilização

Uma gestão pública, fortemente chancelada pelo voto de um estado pujante como Santa Catarina, exige uma corporação policial técnica e cidadã. A omissão ou a passagem de pano diante de atos de selvageria converte o Estado em cúmplice direto da agressão. O repúdio a essa escalada de violência institucional precisa ser rigoroso, e o afastamento dos agressores fardados, exemplar. A verdadeira autoridade de um governo não reside no cassetete ou na bala de borracha, mas na sua capacidade inegociável de fazer cumprir a lei sem abrir mão da humanidade.

Jorginho candidato à reeleição em Santa Catarina com ampla aprovação do povo catarinense e o então presidente Jair Bolsonaro.

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